Destaque 1 Volta Redonda

Civil deflagra operação contra lavagem de dinheiro em agências de automóveis



Por Tribuna

Jardel Bartolini, lojista (e não ex-funcionário do Santander Financeira, conforme foi publicado anteriormente), seria o chefe da quadrilha que aplicava golpe em financiamento de automóveis. Ele foi preso em casa, no Jardim Amália, em Volta Redonda.

Segunda polícia civil, ele e mais seis pessoas foram preso na manhã desta quarta

A Polícia Civil de Volta Redonda deflagrou a primeira fase da operação Gângsters no início da manhã desta quarta-feira (16).

Os agentes estão cumprindo nove mandados de prisão e 11 de busca e apreensão na região.A ação é decorrente de investigação que apurou que os suspeitos praticavam estelionato em financiamento de veículos em agências de automóveis na cidade.

O golpe chega a mais de R$ 7 milhões.

— Os crimes eram cometidos da seguinte maneira: os líderes da organização criminosa eram donos de agências de automóveis, porém, tais agências não eram credenciadas para realizar financiamento junto a instituições financeiras. O segundo escalão da organização, os denominados “agentes”, eram revendedores autônomos de automóveis e vendedores de lojas. Eles captavam documentos de vítimas de diversas maneiras, algumas realizavam test-drive e deixavam cópia dos documentos pessoais. Outras deixavam os documentos com a promessa de crédito. Outras compravam veículos e posteriormente tinham seus documentos utilizados indevidamente em novos financiamentos. Na posse dos documentos das vítimas, eram montadas fichas que eram passadas às financeiras através de uma agência de veículos que possuía cadastro junto aos bancos e, posteriormente, os bancos eram enganados e creditavam o valor dos supostos financiamentos à agência de automóveis – disse Rodolfo Atala, delegado adjunto de Volta Redonda.

O delegado contou que uma Land Rover de mais de R$ 90 mil foi financiada em nome de uma pessoa morta. Outra Land Rover foi financiada em nome de um deficiente mental que sequer tem condições de assinar o próprio nome.

– Isso mostra que eles não tinham sequer a preocupação de mascarar o golpe – acrescentou Atala.

Ele afirmou ainda que, após o cometimento das fraudes, os suspeitos chegavam a pagar as primeiras parcelas para não levantar suspeitas e, quando percebiam que a fraude poderia ser descoberta, quitavam a dívida, muitas vezes com dinheiro oriundo de outras fraudes.

Durante as investigações, policiais civis aprenderam um veiculo fraudado na posse de um policial militar, que sabia da restrição do veículo. O policial militar foi indiciado por receptação.

Já os demais foram indiciados por integrar organização criminosa, diversos estelionatos e lavagem de dinheiro, crimes cujas penas, somadas, beiram os 60 anos de reclusão.

Mandados de prisão

  • Jardel Bartolini de Faria Resende (foto acima)
  • Jordan Bartolini de Faria Resende
  • Bruno da Silva Peres
  • Marcelo de Carvalho Oliveira
  • Adriano Moura Porto
  • Augusto Cezar Ribeiro Lemos
  • Natan Silva de Assis
  • Fabio Gomes Pacheco (ainda sendo procurado)
  • Diego Eduardo Neves Braga (ainda sendo procurado)

No decorrer do dia, a reportagem será atualizada


Deixe seu comentário

error: Content is protected !!