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Rede estadual volta às aulas presenciais em março, diz governador




As aulas presenciais na rede estadual do Rio serão retomadas em março para 70 mil alunos em situação de vulnerabilidade social. O número de alunos que poderão voltar ao ensino presencial representa 10% do total.

Já o início do ano letivo, à distância, está previsto para o dia 4 de fevereiro, um mês antes. Os anúncios foram feitos na noite desta quinta-feira, em uma live do governador em exercício, Cláudio Castro, com o secretário estadual de Educação, Comte Bittencourt.

No encontro virtual, o governador e o secretário argumentaram que a volta desses estudantes é importante porque foram os mais afetados durante o período em que as escolas ficaram fechadas.

Os detalhes do retorno às atividades presenciais serão discutidos em uma reunião marcada para esta sexta-feira, informou o secretário Comte Bittencourt.

“Não é uma decisão fácil e há uma preocupação com a curva pandêmica, mas a escola estará mais preparada estruturalmente. Nós teremos reuniões de equipe para receber individualmente os alunos e vamos dar alimentação nas unidades. Nesse processo de fechamento, eles ficaram à margem da educação porque eles não têm dispositivos (smartphones ou tablets para a educação à distância). Chegar a eles foi quase impossível em alguns territórios da região metropolitana”, afirmou o secretário.

De acordo com eles, o retorno será híbrido e o Estado estuda estabelecer horários alternativos para que os alunos não entrem ou saiam dos colégios em horários de pico e corram riscos em transportes públicos lotados.

Assim, é cogitado um horário que pegaria do meio da manhã até o meio da tarde, por exemplo. Castro também informou que os alunos que ficaram com déficit de conteúdo terão atividades extras remotas e presenciais na tentativa de recuperar o que perderam no ano de 2020.

O governador comentou ainda que o número de matrículas realizadas este ano é bastante superior aos anos anteriores. Segundo ele, houve mais de 500 mil renovações de matrícula. “São 70 mil alunos a mais do que em 2019, o que mostra a vontade do nosso aluno de estudar”, disse ele. “Agora nós vamos atrás de cada um que não foi fazer a sua. Vamos sondar essas famílias para ver que tipo de apoio essas famílias precisam”, completou Comte.

A Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) informou que, para o ensino remoto, além do material didático impresso produzido pelos professores da rede, a pasta planeja adquirir um link patrocinado para que os alunos tenham acesso ilimitado aos conteúdos oferecidos pela internet.

A Seeduc também disse que deve focar na construção de um novo modelo de avaliação diagnóstica a ser aplicado em todos os alunos, de todas as séries, com o objetivo de entender as possíveis lacunas no aprendizado deixadas ao longo de 2020.

Sindicatos estaduais e municipais dos profissionais de educação e pais e responsáveis dos alunos não concordam com a volta presencial das aulas, apesar de especialistas afirmarem a necessidade do retorno seguindo as medidas sanitárias adequadas no combate à covid-19. Municípios da Região Metropolitana e Baixada Fluminense já se organizam para iniciar o ano letivo à distância.


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