A Polícia Militar afastou das funções o soldado da Maicon Almeida de Oliveira, que é de Barra Mansa e lotado na UPP Babilônia, agredido por criminosos em Manguinhos, na Zona Norte do Rio, na terça-feira (20). Um amigo que estava com ele foi alvo de uma operação de resgate por policiais civis e militares. O amigo também é de Barra Mansa.
A decisão pelo afastamento aconteceu após a PM descobrir que o agente não foi à favela para comprar drogas. No primeiro momento, ele disse que foi à favela para recuperar um telefone roubado – o que era mentira.
O caso foi enviado nesta quinta-feira (22) para o Conselho de Revisão Disciplinar da corporação. Maicon vai responder por transgressão disciplinar de natureza grave. A PM ainda determinou a revogação do porte de arma e o acautelamento da cédula de identidade funcional dele.
Maicon estava com um amigo na favela quando foram abordados por criminosos, e um grande efetivo foi mobilizado para libertá-los.
Em depoimento, o militar admitiu que o objetivo era adquirir dois papelotes de cocaína para que consumissem em Barra Mansa, onde moram.
Aos investigadores, o amigo de Maicon informou que na boca de fumo em Manguinhos observou vários criminosos armados, e um deles questionou se ele era policial. O homem disse que negou e informou que um amigo [Maicon] o esperava na entrada da favela.
Dois bandidos então foram até Maicon e descobriram que ele era PM. Uma luta corporal começou.
Uma viatura da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) passou pelo local, e policiais pararam e salvaram o PM. Maicon inventou que estava lá para buscar um celular e que o amigo havia sido levado para dentro da favela.
Após isso, uma grande operação foi montada — inclusive com apoio de blindados e de um helicóptero. Por conta disso, a Supervia chegou a interromper um de seus ramais. Com informações do G1.
