O Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense quer retomar o turno de revezamento de seis horas nas siderúrgicas da região, segundo o presidente do órgão sindical, Edimar Miguel durante a entrevista coletiva à imprensa. Ele exemplificou a ArceloMittal, que o turno de revezamento de oito horas termina no fim de outubro e no fim de novembro para a CSN, que trabalha em regime de turnos de revezamento em alguns setores da Usina Presidente Vargas, em Volta Redonda.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, em reunião, a ArcelorMittal demonstrou interesse em manter o turno de oito horas. No entanto, o sindicato pretende fazer uma pesquisa com os trabalhadores. Os sindicalistas defendem o turno de seis horas.
Em, relação a CSN, segundo o sindicato, a empresa ainda não chamou para negociar. Segundo Edimar Miguel, se não houver negociação, o turno de seis horas retorna automaticamente a vigorar ao fim do prazo do acordo atual, que é 30 de novembro.
O sindicalista acredita que o turno de seis horas dá melhor qualidade de vida aos trabalhadores e melhor desempenho, além de evitar acidentes nos locais de trabalho. “Só este ano foram três acidentes fatais na CSN. Três trabalhadores saíram de casa para ganhar o pão de cada dia e não retornaram”, disse Edimar.
Com turno de seis horas, serão mais duas horas de trabalho e as empresas terão que contratar outros funcionários, sem a redução de salário dos atuais operários. O sindicato estima que só a CSN terá que contratar 1,5 mil funcionários com a redução da carga horária.
Em relação as possíveis compensações financeiras para manter o turno de oito hora, Edimar afirmou que “o dinheiro extra viria à custa de menos qualidade de vida e risco de acidentes, sem contar que a gratificação não conta para efeito de aposentadoria, o que fará falta no futuro”.
