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Dono de boate é preso pela Polícia Civil




 O dono do Casarão do Firmino, local conhecido por promover rodas de samba no Centro do Rio, José Carlos Firmino Júnior foi preso, neste sábado (11), alvo de uma operação da Polícia Civil.

Chamada de Rede Segura, a ação localizou o empresário dentro da casa de shows, na Lapa. Ele possuía um  mandado de prisão preventiva expedido pela 10ª Vara Criminal da Capital do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco.

O pedido de prisão se deu por conta de um crime de receptação de um caminhão roubado e também a venda de peças do veículo.

O caso aconteceu em 2009, no bairro de São José, em Recife. José Carlos teria comprado o veículo, mesmo ciente de que seria produto de roubo e, então, passou a vender as peças do caminhão, modelo Mercedes-Benz.

A localização do empresário no Rio aconteceu após trabalho de inteligência da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI). Segundo a especializada, a ação é resultado do processo de “Ronda Virtual”, em que são feitos trabalhos de busca por “rastros digitais” de foragidos.

Caso de transfobia

No início do ano, o Casarão do Firmino foi palco de um episódio de agressões contra três mulheres, sendo duas delas transsexuais, na saída de um evento, no dia 19 de janeiro. O trio teria sido agredido após se envolver um empurra-empurra, onde acabaram sendo retiradas à força do evento por seguranças do estabelecimento.

Na sequência, as mulheres tentaram pedir um carro de aplicativo para sair do local, mas o motorista que chegou para fazer a corrida teria rejeitado levá-las, por estarem envolvidas na confusão. Conforme o relato de uma das vítimas, o motorista, posteriormente, passou a filmar a confusão. Uma das mulheres, então, agrediu o homem, que, junto com os seguranças e vendedores ambulantes, teriam passado a incitar a violência contra o trio, chamando-as de “vagabundas”.

O caso é investigado pela 5ª DP (Mem de Sá). Agentes da especializada chegaram a ouvir as mulheres e os demais envolvidos.

Depois do episódio, a casa ficou fechada durante algumas semanas. Pouco depois, a direção do espaço informou em rede social que havia afastado seguranças. Revelaram, ainda, que outros funcionários teriam participado de uma espécie de curso de conscientização sobre direitos de pessoas LGBTQIAP+.

Procurada, a defesa do empresário não foi encontrada para comentar a prisão. O espaço segue aberto para manifestação.


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