A Corregedoria da Polícia Militar e da Civil vão investigar uma abordagem e uma discussão entre agentes dos dois órgãos de segurança pública. O fato ocorreu na última quinta-feira (15) no distrito de Visconde de Mauá, em Resende.
Segundo os policiais civis, uma equipe da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) vieram do Rio para verificar de uma denúncia que o chefe do tráfico do morro da Mangueira estaria no distrito de Resende.
Porém, eles não estavam com o mandado de prisão e não avisarem previamente da operação à delegacia de Resende (89º DP) – o que seria uma norma da instituição.
Os policiais militares do 37º Batalhão da PM (Resende) receberam uma denúncia de que havia homens armados próximo à uma pousada do distrito: “A denúncia foi feita por dono do estabelecimento”, contou um dos PMs.
Após a denúncia, os policiais militares do distrito pediram reforço para realizar a abordagem. Foram deslocados oito viaturas para o distrito.
Os policiais civis afirmam que, na estrada, passaram por “várias viaturas” da Polícia Militar “que subiam em direção contrária e, cerca de dez minutos após, as mesmas viaturas retornaram e realizaram um cerco”.
O agente da DCOD relatou que “toda a equipe foi rendida, mesmo com a roupa da Polícia Civil e com seus distintivos nas mãos”, e obrigada pelos policiais militares a deitar no chão.
“Mesmo após apresentar as carteiras funcionais e seus distintivos aos policiais militares, a equipe do depoente (policial civil) continuou cercada, recebendo diversas ameaças e ordenando-lhes a deitar no chão”, contaram os agentes civis do Rio.
Em áudio gravado para o WhatsApp, o delegado de Resende, Michel Floroschk, disse que havia informações de intenções de criminosos praticarem roubos a caixa eletrônico inclusive com roupas da polícia.
“A abordagem parece ter sido justificada nesse sentido. O que me parece ter faltado foi o bom senso no trato entre colegas”, disse o delegado de Resende.
O TRIBUNA tentou contato com o delegado do DCOD, mas não obteve retorno.
