Especial Sul Fluminense

Influenciadores digitais unem profissão, lazer e solidariedade



Por Roberta Vitorino 

Mais de vinte mil seguidores depois e a publicitária de Volta Redonda, Aline Brum, afirma que não esperava que sua página no Instragram fosse ter tanta repercussão, especialmente na região Sul Fluminense. Aline começou a publicar fotos, um hobby seu, no antigo Fotolog e explica que o crescimento de sua página no Instragram, que hoje é seu cartão de visitas, foi orgânico, como chamam os profissionais da área.

“Conforme cresciam as digital influencers (leia abaixo) em cidades grandes, os lojistas e marcas procuravam pessoas nesse perfil por aqui. Daí surgiam os convites”, diz.

Hoje, Aline tem vários clientes que usam redes sociais para se promoverem e, embora passe mais tempo para atualizar o conteúdo deles do que seu próprio, ela já é considerada uma influenciadora digital na região.



“O meu perfil eu atualizo conforme minha vida acontece. Como não sou blogueira de moda, não tenho que ficar pensando em que dicas irei dar na semana. Publico minha vida enquanto ela acontece”, explica a influenciadora.

O sucesso de seu perfil pode ser mensurado também a partir de ações como a que ela promoveu com um vendedor de balas da Vila Santa Cecília, o Walter.

Aline gostou do produto e resolveu publicar um story (leia abaixo) gratuitamente e o resultado foi inesperado. “Publiquei o Walter todo tímido e falei da bala de coco, que é maravilhosa. Um dia ele e a esposa me pararam pra agradecer. Eles falaram que algumas pessoas estavam comprando balinhas e dizendo que viram nos meus stories. Fiquei muito contente por eles e criamos uma história daí”, diz. Walter vendeu tanto, que fez até uniforme.

Aliás, fazer amigos é comum na rede de contatos dos influenciadores. Aline fez vários, entre eles o Fábio Soares, que também é publicitário na região.

“Já tinha visto o perfil, mas foi quando nos encontramos pessoalmente que nos tornamos amigos. Conheci pessoas incríveis nas redes que sempre me dão uma força quando preciso”, conta.

Soares já tem cerca de 13 mil seguidores no Instragram. É colunista social no Sul Fluminense e acredita seu público vem desse trabalho que faz há 11 anos


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“Pelo fato de muita gente me conhecer, naturalmente já ganhava seguidores. Antes de surgir essa febre de digital influencer no Instagram, eu já desenvolvia esse trabalho no Facebook, mas o termo ainda não era usado naquela época”, explica Fábio.

Assim como Aline, o influenciador usa a ferramenta a trabalho e também para ajudar instituições e pessoas. O publicitário migrou o trabalho social que fazia como colunista para entidades como o Grupo de Apoio Contra o Câncer Infantil (GACCI) para a ferramenta.

E afirma que não se importa de ajudar: “sempre recebo pedidos e faço as publicações, seja de doação, como também outros eventos”, diz.




Naturalidade é o segredo

Para Soares é possível que qualquer pessoa possa usar a rede a seu favor. “As redes sociais têm uma grande vantagem para quem é empresário ou pessoa pública, que queira divulgar seu próprio negócio: é gratuita”. O publicitário pontua que as redes são uma ferramenta poderosa para quem faz um trabalho de qualidade. “A rede é onde os resultados aparecem mais rápido, seja eles positivos ou negativos”.

Para os dois publicitários, o resultado para quem quer ser influenciador vem naturalmente. “Às vezes leva tempo para as pessoas darem credibilidade ao que você está tentando influenciar na rede. É importante ser natural e o publicar coisas somente o que realmente acredita e goste de fato”, explica Soares. E Aline completa: “quem quer embarcar nessa de influencer, penso que o melhor caminho é viver primeiro. Viva, abra os horizontes, fique atento ao  senso de oportunidade, mas seja você”.

24 horas conectada



A consultora de imagem e estilo, Paulla Duarte (foto acima), que já tem quase 30 mil seguidores, afirma que trabalhar com redes sociais não é fácil. “O trabalho consome quase 24 horas do meu dia. Estou sempre conectada trabalhando, fazendo pesquisas e me atualizando”.

Ela explica que além do conteúdo de moda também mostra seu dia a dia na rede, comportamento comum entre os influenciadores. “Tenho meus momentos pessoais com família e amigos, mas não é tudo que vai para rede”, conta.

Paulla engrossa o coro com Aline e Soares quando o assunto é gerar conteúdo relevante e que agregue algo aos seguidores. “Uso como instrumento de trabalho e disso vem o meu retorno. Foi uma construção ao longo de anos. Leva-se um tempo para gerar credibilidade e mostrar o seu conteúdo”, ressalta.

Paula também ajuda instituições como a Associação de Pais e Amigos de Deficientes Físicos (Apadefi) e faz trabalhos em parceria com Soares. E dá a dica para quem quer entrar no ramo: “Não se denomine influenciador! Deixe que seu público faça isso. Busque informação, estude e saiba o que está falando. Seja acessível, simpático e nunca deixe de ser você mesmo. O mundo está precisando e buscando se conectar com pessoas, e pessoas reais! Esqueça os números e foque nas pessoas”, enfatiza.



Entenda os termos

Segundo a Wikipedia, influenciadores são pessoas, personagens, marcas ou grupos que se popularizam em redes sociais como Facebook, Twitter, YouTube, Instagram entre outras e geram conteúdo para um público massivo que acompanha cada uma de suas publicações e eventualmente compartilham com outras pessoas.

Os stories são recursos do Instragram, Whatssapp e Facebook que trazem coleções curtas de fotos e vídeos gerados por um usuário pessoal ou página de negócios. O conteúdo é disponibilizado por apenas 24 horas, e desaparece automaticamente depois disso



 


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