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Adeus às sacolas plásticas poluentes de supermercados



Por Tribuna

A partir da próxima quarta-feira, dia 26, os supermercados e demais estabelecimentos comerciais do Estado do Rio de Janeiro terão que adotar as sacolas plásticas recicláveis em substituição as sacolas feitas à base de polietileno, polipropilenos ou outro material similar.

Com a medida, deverão ser disponibilizadas, gratuitamente, duas sacolas reutilizáveis aos consumidores. Se o cliente necessitar de um número maior, terá que pagar por elas, a preço de custo.

Essa e outras determinações integram a lei 8.006/18, de autoria do deputado estadual Carlos Minc, e que tem como objetivo principal à preservação ambiental.

O secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Barra Mansa, Carlos Roberto de Carvalho, o Beleza, disse que a nova lei exigirá a mudança de comportamento de toda a sociedade.

“Temos a sensação equivocada sobre a praticidade das sacolas, principalmente no que se refere ao acondicionamento de lixo. O fato é que, quando acontecem situações de cheias dos rios e outras catástrofes da natureza, como as vividas recentemente no município, fica evidente o alto custo ambiental provocados por esse tipo de material, produzidos com recursos naturais não-renováveis, como o petróleo e o gás natural”, disse ele, que continuou:

”As sacolas plásticas são grandes vilãs da preservação ambiental. Daí a importância da mudança de comportamento, que associada ao descarte correto do lixo com reciclagem e as sacolas biodegradáveis trarão um impacto altamente positivo para a natureza”, destacou Beleza.

O secretário também ressaltou que o grande problema causado pelas sacolasplásticas está relacionado ao seu descarte inadequado.


Poucos passam pela reciclagem 

“Existe uma estimativa de que um bilhão e meio de sacolas plásticas são consumidas no mundo por dia. A sua decomposição leva mais de 100 anos e nesse tempo, aumentam a poluição, entopem bueiros impedindo o escoamento das águas das chuvas ou vão parar nas vias públicas, matas, rios e oceanos. Poucas chegam a passar pelo processo de reciclagem”, disse

A retirada desse material de circulação traz como principal vantagem à preservação da natureza, já que elas formam uma camada plástica de impermeabilização no solo, além de causar efeitos de gases poluentes na atmosfera, segundo o secretário

As novas sacolas devem possuir 51% de materiais provenientes de fontes renováveis e deverão ter resistência de no mínimo 10 kg. A reutilização pode ser feita em até 60 vezes. Com a finalidade de facilitar a coleta seletiva, as sacolas serão confeccionadas em duas cores: verde, para os resíduos recicláveis, e cinza, para os demais rejeitos.

Prazo

A lei 8.006/18 modificou a lei 5.502/09 e estipulou prazos para a implementação das novas normas a serem seguidas. As grandes redes de supermercados tiveram um ano, a partir da publicação da lei em 25 de junho do ano passado, para se ajustarem.

Já os mercados menores terão até novembro deste ano para se adequarem à lei. Os demais estabelecimentos, como lojas, padarias e farmácias, por exemplo, terão até junho de 2020 para se enquadrar a legislação.

 


2 Comentários

    • kleyton 13:30

      Muito bom, a natureza agradece.
      Agora só depende da população agir corretamente.

    • angie 20:24

      Entao se é para proteger a natureza, vamos estender para todas embalagens plasticos, açucar, feijao, arroz, etc…
      tudo é plastico..
      Na verdade, mais parece uma preoucpaçao dos mercados em nao serem onerados com embalagens.. Vamos fazer
      tb uma campanha para embalagens plastividadas, serem abolidas…

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