Visando mitigar as consequências da redução do auxílio emergencial e preservar postos de trabalho, ao mesmo tempo em que prioriza a proteção à vida, visto que de acordo com a previsão do Governo Federal, o pagamento do auxílio fique somente para abril e no valor de R$ 175 (menos da metade do benefício anterior), o prefeito de Barra do Piraí, Mario Esteves, assinou um decreto que classifica salões de beleza e barbearias como atividades essenciais.
O mesmo já havia sido feito com academias e estúdios de atividades físicas.
Segundo o prefeito, o efeito do agravamento da pandemia deverá ser ainda mais devastador para os trabalhadores autônomos.
Esteves afirma que não dá para descartar completamente a possibilidade de o município voltar a decretar o fechamento do comércio.
“Estamos acompanhando a situação do país e sabemos que é crítica. São Paulo, o estado mais rico do Brasil, atravessa sérios problemas, com a explosão do número de casos graves. Temos uma margem de segurança, aqui, ampliamos o número de leitos, no entanto, o Hospital Regional também já está quase lotado. Sou contra o lockdown, até porque o comércio está funcionando com uma série de restrições e normas sanitárias. Mas a prioridade é salvar vidas”, ressalta.
Assim, o decreto que inclui salões e barbearias na categoria de serviços essenciais visa amenizar as consequências de um possível fechamento para essa parcela de trabalhadores autônomos.
“O Auxílio Emergencial será bem menor e para um número mais restrito de pessoas. Corremos o risco de um colapso social. Uma categoria de trabalhadores a mais que possa exercer sua atividade, de forma protegida, como os cabeleireiros, já representa milhares de famílias”, avalia.
O documento elenca várias regras que devem ser seguidas pelos estabelecimentos, com base na determinação de autoridades sanitárias, contra a disseminação do coronavírus.
