Cidades

Polícia prende padrasto suspeito de estuprar enteada de 11 anos




A Polícia Civil investiga um homem, que foi preso neste domingo (17), suspeito de estuprar e manter em cárcere privado a enteada de 11 anos, em Duque de Caxias, na Baixada. A menina engravidou e teve o bebê na última sexta-feira (15). Ela teria passado os últimos dois anos presa em casa.

O parto foi realizado na residência onde ela mora com a mãe e o padrasto, mas devido complicações, eles acionaram o Serviço de Atendimento Móvel e Urgência (SAMU), que a encaminhou até o Hospital Adão Pereira Nunes, no mesmo município.

De acordo com a delegada Fernanda Fernandes, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Duque de Caxias (Deam-Caxias), que investiga o caso, a situação só foi descoberta após a menina dar entrada na unidade hospitalar.

Ainda segundo a delegada, denúncias anônimas de vizinhos dão conta de que a criança não saía de casa e nem frequentava a escola.

Em depoimento, o padrasto e a mãe disseram que a menina foi estuprada por uma pessoa não identificada que portava uma arma de fogo, e que só souberam da gravidez no dia do parto.

“Eles falaram que a menor teria sido estuprada há 7 ou 9 meses por um homem armado, mas onde eles moram é uma comunidade, ainda não conseguimos chegar nos vizinhos, mas recebemos denúncias anônimas, e estamos realizando investigações para confirmar a participação do padrasto no crime. Mas por enquanto já temos muito indícios. Já em relação à mãe, ainda não sabemos se ela tinha participação nos abusos”, relatou a delegada.

Fernanda Fernandes não divulgou o local da residência dos acusados a fim de preservar a identidade da vítima. A suspeita é de que a criança era mantida escondida por sofrer sucessivos abusos do padrasto. Exames realizados no hospital constataram ainda que o ânus da criança também foi violentado.

O padrasto foi preso pelos agentes da Deam-Caxias no Hospital Adão Pereira Nunes enquanto tentava fazer contato com a vítima. Já a mãe da menina não foi presa, mas está sendo investigada.

O suspeito também se recusou a fazer exame de DNA. A menina e o bebê ainda estão internados na unidade de saúde, acompanhados da mãe e por representantes do Conselho Tutelar e do poder judiciário. Ela prestará depoimento após receber alta médica.


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