Familiares de um bebê de 1 ano e 7 meses denunciam que a criança teve parte do dedo mindinho amputado por erro médico, nesta segunda-feira (13), no Pronto-Socorro de São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio. Segundo os parentes, a pequena Lara Adriana Oliveira de Souza teve seu dedo cortado por uma técnica de enfermagem que retirava uma atadura da mão da menina. A profissional foi afastada.
A família contou que a pequena Lara deu entrada na unidade de saúde, na última sexta-feira (10), para tratar uma picada de inseto inflamada no rosto. Durante o atendimento, foi necessária a internação e colocação de um acesso intravenoso para tratamento com antibióticos. Para evitar que a menina mexesse no curativo, a médica responsável pediu que suas mãos fossem enfaixadas.
“Ela já estava para ter alta. A técnica foi cortar a atadura que estava envolta na mão da Lara, porque ela estava com acesso para tomar antibiótico. Quando ela foi tirar, entrou com a tesoura e cortou o dedo dela inteiro. Nós achamos que ela tivesse picotado, mas ela arrancou o dedo todo. As pessoas até diziam que a Lara estava chorando e gritando muito. Depois disso, a mãe foi tirada da sala e levada para a espera”, contou a avó da menina, Adriana Lemos.
Ao perceber o sangue, a equipe médica foi acionada e a mãe retirada do local, sem saber a gravidade do que tinha acontecido, conta a avó. A menina então foi levada ao centro cirúrgico, onde teve parte do dedo mindinho amputado
“A enfermeira falou que foi um ‘piczinho’, um cortezinho no dedo. Ontem eu fiquei de 10h às 17h tentando ver o corte, mas a médica falou que não poderia abrir, porque infeccionaria. Ela disse que tinha que esperar o cirurgião. Falou para aguardar e eu disse que ia abrir, porque trabalho com plano de saúde”, lembrou.
Segundo a familiar, a equipe “parecia querer esconder” o incidente. “Não me deixavam tirar foto. Diziam que não podia tirar foto, que tinha uma lei. Esconderam até a última hora. A mãe pensava que era um cortezinho, quando abriu a gente viu que era quase metade do dedo. Parecia que queriam esconder. Levaram até para um quarto separado. Até disse que não entendia, o porque. Foi aí que disseram que estavam fazendo aquilo porque tinha acontecido um erro médico”, reforçou.
Por conta do ocorrido, a PM foi acionada e orientou os pais da menina a registrar o caso na delegacia mais próxima. Os familiares estão na 72ª DP (São Gonçalo), nesta quinta-feira (16), para registrar o caso. Como a menina segue internada, o boletim médico ainda não foi liberado pela unidade de São Gonçalo.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil de São Gonçalo lamentou o ocorrido e informa que a criança está estável e sendo avaliada por equipe multidisciplinar diariamente. “O Pronto Socorro Infantil está prestando todo suporte neste momento”, disse no comunicado.
Em relação à profissional, que é técnica de enfermagem concursada há 20 anos no município, a SMS esclareceu que ela foi afastada até a conclusão da sindicância que foi aberta para apuração do caso.
