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Caos do transporte coletivo de Resende


Por Roger Soares

No cafezinho de hoje, eu vou mostrar a péssima qualidade dos ônibus da cidade de Resende neste link:

No vídeo acima, é possível você observar o quão barulhento e desconfortável é o ônibus para os passageiros que o utilizam.

A verdade é que existe um forte apoio popular para melhorar as condições de mobilidade urbana por meio do transporte público, mas a péssima visão que as pessoas têm das empresas de ônibus, trens e metrô, a insegurança e a falta de conforto ainda fazem as pessoas apontarem o carro como meio de locomoção ideal no Brasil.

O usuário do transporte público hoje tem um cotidiano de péssimos exemplos, (como mostrei no vídeo e caso você não viu assista. https://youtu.be/f73h2MseRrc ) e isso pode colaborar para a preferência pelo automóvel ou motocicletas, apesar desses meios de transportes contribuírem mais para o aumento da poluição e para os engarrafamentos.

Quando olhamos a avaliação negativa das operadoras de ônibus, isso mostra a realidade. Mostra a necessidade de melhorar a qualidade do transporte público, mas mostra também que há o desejo de que o transporte público seja o principal meio de locomoção das pessoas.

Segundo pesquisa, realizada pela Ideia Big Data em outubro do ano passado, 57% dos entrevistados consideram a atuação das empresas permissionárias de ônibus negativa ou muito negativa. Outros 39% têm uma visão positiva ou muito positiva das concessionárias de transporte público. No Centro-Oeste, a péssima avaliação das empresas de ônibus chega a 67%.

Para mim, a avaliação negativa tem a ver com a má qualidade dos serviços oferecidos pelas empresas, mas também com o esforço de marketing das montadoras de veículos que usam a mídia permanentemente para mostrar as vantagens dos seus carros. Você não vê propaganda da empresa de ônibus, mas de carro há muita publicidade sempre exaltando a beleza, o luxo e as vantagens.

Também por isso, a pesquisa mostra que a avaliação positiva das montadoras chega a 72%. Só 20% das pessoas têm uma visão negativa da indústria de veículos.

Dos 3 mil entrevistados, 51% disseram que pretendem comprar um carro nos próximos três anos. Nesse grupo, a maior parte tem entre 16 e 34 anos (51%), têm curso superior completo ou incompleto (71%) e pertencem às classes B e C.

Entre os 49% que não pretendem comprar um carro nos próximos três anos, o principal motivo é a falta de dinheiro (49%). Outros 25% alegam convicções pessoais para rejeitar a compra de um veículo próprio. Existe uma visão do carro como objeto de desejo. O carro ainda simboliza muita coisa, ele é símbolo de sucesso e de que a pessoa cresceu na vida. Mas a percepção do carro como meio de transporte ideal cai quando a renda aumenta. Enquanto o carro é apontando como meio de transporte ideal por 32% para quem tem renda familiar de até dois salários mínimos, esse percentual cai para 25% entre aqueles têm renda familiar de sete salários mínimos ou mais.

A pesquisa mostra ainda o Uber ganhando espaço entre os usuários do transporte público. 49% das pessoas que passaram a usar o aplicativo para se locomover disseram que antes usavam ônibus, metrô ou trem para ir ao trabalho ou estudar. Deixaram o táxi para usar Uber 37%.Na minha opinião , esses aplicativos têm atrativos que o ônibus, o metrô e o trem não podem oferecer. Aqui no Estado do Rio, a questão da segurança no transporte é um ponto negativo adicional. Então, as pessoas preferem pegar uma carona compartilhada pelo Uber do que andar de ônibus. Elas chegam mais rápido às vezes, com maior conforto e pode custar um pouco mais caro.

As empresas de transporte público precisam melhorar a qualidade e se adaptar às novas necessidades dos usuários para não perderem clientes ou contratos como já aconteceu em Volta Redonda, onde uma empresa perdeu 10 linhas de transporte devido aos problemas semelhantes ao apresentado neste link: https://youtu.be/f73h2MseRrc

Em Brasília já está em uso um aplicativo que conecta o usuário a um ônibus que faz trajetos que não são atendidos pelas empresas concessionárias das linhas tradicionais, essas permissionárias precisam atender esse público para não ficar para trás, nem que cobrem uma tarifa um pouco maior nesses casos.

Precisamos cobrar mais fiscalização sobre os contratos das concessionárias para que haja mais transparência no cálculo das tarifas e todas as exigências do poder público sejam atendidas. E reconheço que se o atual cenário for mantido as pessoas continuarão apontando o carro como melhor meio de transporte. E muitas empresas vão ordinariamente utilizar o desemprego de funcionárioscomo justificativa para tentar continuar a prestar um mal serviço.

Roger Soares é empresário



 

2 Comentários

    • Resendense de saco cheio. 19:31

      A única explicação para o poder público permitir que essas carroças ainda circulem pela cidade, é a corrupção! Essa empresa faz agrados para os políticos e assim vai se mantendo em Resende e prestando um péssimo serviço a comunidade.

    • Resendense de saco cheio. 20:32

      Retiraram meu comentário por que???????

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