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“Criminalização não resolve a violência”, diz VR Sem Homofobia



Por Tribuna

A ONG “Volta Redonda Sem Homofobia” comemorou a votação do Supremo Tribunal Federal (STF), que formou a maioria nesta quinta-feira (23) para enquadrar a homofobia e a transfobia como crimes de racismo. Até o momento, seis dos 11 ministros votaram nesse sentido.

A sessão desta quinta-feira marcou o quinto dia de julgamento sobre a criminalização de condutas discriminatórias contra a comunidade LGBTI. A análise será retomada no dia 5 de junho com os votos de cinco ministros

As ações pedem a criminalização de todas as formas de ofensas, individuais e coletivas, homicídios, agressões e discriminações motivadas pela orientação sexual e/ou identidade de gênero, real ou suposta, da vítima.

Até o momento, votaram para enquadrar homofobia e transfobia na lei de racismo os ministros Celso de Mello, Edson Fachi, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux.

“A criminalização não resolve a situação da violência contra nós, mas é um marco na historia do movimento LGBTI, pois poderemos exigir que determinados espaços e pessoas que cometam LGBTfobia sejam cobrados juridicamente”, disse Natã Amorim, coordenador do “Volta Redonda Sem Homofobia” (foto abaixo).

“Mesma a articulação da bancada evangélica em uma reunião com o Presidente da Corte (fora da agenda) as véspera da votação, não foi o suficiente para barra a votação como pedido anteriormente pelo presidente da corte”, disse Natã.

 



 


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