Especial

Pâmella Lopes, o talento e a simplicidade que encantaram o Brasil



Por Felipe Rodrigues

Foram 37 dias de total visibilidade. Pâmella Lopes, de 24 anos, mora em Barra Mansa e é de Volta Redonda, foi um dos destaques do programa ‘The Voice Brasil’, da TV Globo.

Apesar da cantora deixar o programa na semana passada, ela vem colhendo os bons frutos pelo seu talento, voz e presença de palco.

Dos jurados, ela recebeu diversos elogios como da veterana Ivete Sangalo, que pediu “umas aulas”.

Michel Teló implorou sua escolha e, também, do seu técnico escolhido Lulu Santos, que garantiu ser fã da cantora.

Com exclusividade a cantora deu uma entrevista para o TRIBUNA, contando sua história e trajetória na música.


Como tudo começou



Ao contrário que muitos pensam, Pâmella Lopes iniciou sua carreira aos 17 anos. Desta forma, ela vive da música há sete anos.

Formada em Música pelo Centro Universitário de Barra Mansa (UBM), a carreira dela iniciou na igreja na qual ela fazia parte do grupo de louvor (grupo musical).

— Sempre gostei muito de música, mas meu encontro com ela aconteceu na igreja. O despertar e a vontade de aprender sobre a arte foi através dos grupos que tocavam e cantava. Isso que me motivou e acordou em mim esse desejo, explicou.

A paixão pela música era um hobby, sem pretensão de ganhar dinheiro ou ir além do ambiente evangélico.

Porém, após três anos, com a insistência das pessoas que acreditavam em seu potencial, a jovem começou a pensar mais no assunto.

— Comecei a me apresentar em barzinhos, nessa época era insegura. Não conseguia me apresentar sozinha. Então, sempre tinha que ter um outro músico me acompanhando, seja no dueto ou com algum instrumento, disse.

Amante da profissão, Pâmella divide sua agenda de shows com aula de canto particular.

Em relação ao momento em que se apresenta, ela define como algo mágico e transportador.

— A sensação quando canto é de ir para um lugar absurdo. E esse lugar que eu tento mostrar para as pessoas, através do meu fazer musical. Os fãs me dão força e me motivam continuar porque, na verdade, quero que todos sintam o que eu sinto quando eu canto, revelou.

A cantora tem um estilo e gosto musical único. E isso a torna um diferencia. A referência vem do Jazz, soul, blues, R&B.



— São muitos nomes, entre eles estão Amy Winehouse, Janis Joplin, Joss Stone, Ella Fitzgerald, Her, Lauryn Hill, Jorja Smith, Yebba, Fatai, Matt Corby, Jacob Collier, Daniel Caeser, Tom Jobim, Djavan, Maria Gadu, Ariana Grande, Jessie J, entre muitos outros — referenciou.

Quando questionada qual sua sensação durante uma apresentação, ela afirmou:

— Eu sinto um fogo queimando meu peito, uma sensação de pura entrega. E como se eu diminuísse ao ponto de quase não me enxergar e ver o quão pequena sou. É muita entrega — classificou.


“A música representa meu eu, minha ideologia, meus pensamentos, ela vai onde eu não posso ir. Ela me salvou, me deu sonhos, me fez acreditar que eu posso”


8ª edição The Voice Brasil


Considerado um dos mais tradicionais, importante e consagrado programa de calouros, o The Voice Brasil, chegou a sua oitava edição – sendo considerado um dos mais ricos de diversidade musical e talentos.

Ter participado do programa e chegado onde chegou já é motivo de se sentir vitoriosa, expressou Pâmella.

— The Voice foi surpreendente na minha vida, antes meu trabalho não era conhecido, estava fazendo poucos shows. Agora, agora encontrei minha tribo, consegui enxergar que sim: tem pessoas que gostam do que eu faço. Ganhei uma visibilidade absurda depois do The Voice, e isso é incrível — disse.


 Boom nas redes sociais


Antes do programa, ela tinha um pouco mais de dois mil seguidores do Instagram. Agora a cantora conta com quase 60 mil.

Seus planos para o futuro próximo são diversos. Dentre eles, estão lançar seu trabalho autoral, fazer bastante shows e chegar nos grandes festivais nacionais e também em outros países.

— Os meus planos incluem trabalhar bastante, arduamente. Produzindo vídeos, música autoral gravada e nas plataformas, fazer bastante show e chegar num palco imenso, revelou.

Segundo ela, tudo parece um sonho. E, em alguns momentos, ela chega a desacreditar de sua atual realidade. Mas o assédio do público não permite que essa dúvida dure por muito tempo.

— Pra falar a verdade parece mentira. É fora da minha realidade. Ver tudo que aconteceu. Mas eu estou me esforçando ainda mais, pra entregar o melhor a todos.



Vida pessoal e amorosa


Ainda muito nova, Pâmella descobriu a homossexualidade.

Nesse período, de constantes conflitos internos, surgiram relações e envolvimentos amorosos, mas há seis anos ela divide sua vida com a companheira, Luiza Mascarenhas. O casal mora juntos há quatro anos.

Pâmella relembrou como foi o início, quando na igreja elas se conheceram. “Foi paixão à primeira vista, mas ela não havia percebido. Após um tempo decidi me declarar e começamos a nos envolver”, disse.


Porém nem tudo são flores, uma semana após a declaração, sua amada, que estava de viagem marcada, teve que ir para Alemanha passar um período.

Por conta disso o casal terminou o relacionamento, que nessa época ainda era muito recente. “Eu queria viver aquilo, então não pensei duas vezes e fui atrás dela”, contou.

O amor venceu a fronteira entre Brasil e Alemanha, nesse jogo o Brasil foi campeão, pois o investimento deu certo e as duas nunca mais se separaram desde então. Porém há algo no qual a cantora lamenta.

“Nesse período que eu fiquei em Berlim não tive contato com a música, apesar da capital ter muito artistas e receber bem os novos cantores eu não tive a oportunidade, apesar de querer muito”, expressou.

Após sete meses em que ela morou no país, Luiza ainda ficou um período. Quando a amada retornou, elas já iniciaram os planos de viverem juntas.


 


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