Os familiares e amigos do pedreiro Alison da Silva Corrêa, de 23 anos, preso em um presídio de Japeri, na Baixada Fluminense, aguardam a soltura dele através de um habeas corpus. A informação foi passada hoje, 30, pela manhã por Thayane Alves de Freitas Corrêa, esposa do Alison:
“Conversei com o advogado, e ele disse que hoje é dia de pautar julgamentos. Acredito que tenhamos uma resposta positiva, hoje ou amanhã da liberdade do Alison, preso por um crime que não cometeu”, contou Thayane, que acrescentou
“A libertação dele será um presente de Natal antecipado para todos. Tudo que eu mais sonho é ver o Alison em casa, comigo e com o Pedrinho, sem ele meu Natal e meu ano novo não vai ter sentido nenhum, não aguento mais isso”, disse ela, que faz aniversário dia 17 de dezembro.
O juiz substituto da 2ª Vara Criminal de Volta Redonda, Roberto Henrique dos Reis, relaxou a prisão do pedreiro Alison da Silva Corrêa, de 22 anos. Ele foi um dos presos da Operação Alcateia, realizada no final de outubro contra suspeitos de tráfico de drogas, provocando a reação de sua família e de amigos.
A prisão do rapaz levou a família a realizar, na semana passada, uma manifestação em frente ao Fórum de Volta Redonda, pedindo justiça. Sem passagens pela polícia, Alison foi preso com base numa conversa de WhatsApp entre um traficante e uma pessoa identificada como Zeca, apelido que a polícia atribui a Alison. No entanto, a família diz que o apelido é de Jarlan da Silva Corrêa, de 20 anos, irmão de Alison.
O próprio Jarlan firmou duas declarações em cartório confirmando ser Zeca seu apelido. Na segunda, inclusive, disse ser ele quem trocou as mensagens encontradas no telefone, que a polícia apreendeu em julho deste ano.
“Reiterando minha declaração anterior, reafirmo que atendo pela Alcunha de ZECA e que as mensagens oriundas do terminal (número do telefone) são de minha autoria, pelo que assumo a responsabilidade pelos meus atos e registro que a associação de meu apelido (ZECA) a Alisson (meu irmão) é um engano que, lamentavelmente, levou um inocente à prisão”, diz um trecho da nova declaração.

