A Polícia Federal de Volta Redonda recebeu na quinta-feira (dia 27) o ex-superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Alexandre Silva Saraiva. Ele acaba de ser transferido para a unidade, onde atuará sob a subordinação do delegado Pedro Paulo Simão da Rocha.
Nas redes sociais, Alexandre Saraiva confirmou o novo posto de serviço. “No meu primeiro dia de trabalho na DPF Volta Redonda tive a grata surpresa de encontrar essa placa afixada na parede. Ideia nossa para mostrar a presença do Estado na Rebio Tinguá”, publicou o policial em sua conta no Twitter juntamente com uma foto do cartaz afixado na sede da PF de Volta Redonda com informações relacionados ao disque-denúncia da Delegacia do Meio Ambiente e Patrimônio.
Em 20 de abril, o governo federal trocou a Superintendência da Polícia Federal no Amazonas, quando o delegado Leandro Almada da Costa assumiu o cargo de Saraiva, após uma polêmica envolvendo o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.
O afastamento ocorreu após Sarai- va enviar ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma notícia-crime contra Salles e o senador Telmário Mota (Pros-RR). Para Saraiva, Salles e Mota fizeram um acordo com o setor madeireiro “no intento de causar obstáculos à investigação de crimes ambientais e de buscar patrocínio de interesses privados e ilegítimos perante a Administração Pública”. No documento, o delegado apontou ocorrência dos crimes de advocacia administrativa e organização criminosa.
No fim do ano passado, mais de 200 mil metros cúbicos no valor de R$ 130 milhões de madeira foram apreendidos na Operação Handroanthus. Na época, Salles e Mota fizeram declarações contrárias à operação da PF que levou à apreensão, além de defender a aparente legalidade do material e dos madeireiros investigados.
A notícia-crime foi feita depois que o ministro do Meio Ambiente visitou o Pará e se reuniu com madeireiros para tratar de liberação de madeira apreendida. (Folha do Aço).
