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Anestesista acusado de estupro atuou no Hospital do Retiro




O médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra, de 31 anos, acusado por mais de 50 estupros, atuou no Hospital do Retiro, em Volta Redonda. Na época, ele era internato – termo usado para estudantes de medicina que fazem estágio em hospital. Ele fez os trabalhos em 2016 e 2017, os dois últimos anos da faculdade que cursou na UniFoa.

A informação foi confirmada pela própria direção do Hospital do Retiro ao jornalista Mateus Gusmão, do jornal aQui. Segundo a unidade, os estudante de medicina da Unifoa fazem essa prática nas unidades públicas da cidade, o que é de praxe e sempre acompanhado por um médico.

O TRIBUNA procurou ex-alunos e profissionais da Unifoa que conheceram Giovanni na época. “Pessoa fechada e não criava amizade com facilidade. Mas sempre fazia questão de ostentar e andar com mulheres bonitas”, diz um médico, que conviveu com ele no período da faculdade.

— Ele parecia uma pessoa calma. Quando descobrimos, ficamos em choque — disse outra fonte.

A Unifoa emitiu uma nota “repudiando com veemência” o crime do ex-aluno. Mas, a instituição de ensino ficou em silêncio quando o presidente  Jair Bolsonaro fez duras críticas ao Centro Universitário.

A citação da Unifoa no caso dividiu opiniões e tiveram aqueles que apoiaram a faculdade. “Universidade forma profissionais e não caráter”, escreveram vários internautas.

Após a formatura, Giovanni voltou para o Rio, onde a família mora, e não mais atuou como médico e nem anestesista em hospitais públicos e particulares da região, segundo o portal transparência das cidades do Sul Fluminense.


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