Cafezinho com Roger Soares Colunas

As enchentes e seus transtornos
Por Roger Soares


Vamos ao nosso cafezinho? Hoje eu optei por café mais fraco, então decidi colocar um pouco mais de água sobre o pó; rende mais, mas isso não mostra que será ruim.

Todos os anos é a mesma coisa na época das chuvas. As regiões metropolitanas das grandes cidades enfrentam as enchentes que desabrigam o povo.

Já no interior inclusive, muita gente morre como na tragédia de domingo dia 20 de janeiro em Itatiaia, com as chuvas e as trombas d’água. Que Deus tenha misericórdia de suas almas. Trabalho para, os bombeiros e defesa civil das cidades.

Normalmente os maiores prejudicados são as pessoas das periferias, que não possuem condições seguras e ideais de moradia, estando a mercê das precárias condições urbanísticas das cidades. Um dos nossos próximos temas será o urbanismo, revitalização e habitação, mas voltando ao tema:

— A interferência humana no curso das águas provocando enchentes e inundações, se dá de várias formas e em casos extremos, porém menos comuns, estas situações podem estar relacionadas com rompimentos de diques e barragens.

O que pode causar sérios danos à sociedade. Enchentes são consideradas, entre as catástrofes naturais, as que mais danos causam à saúde da população e ao patrimônio, com morbimortalidade, em decorrência do efeito direto das inundações e das doenças infecciosas secundárias e oportunistas, aos transtornos nos sistemas de água e saneamento.

E apesar de nós termos as épocas de chuvas específicas, não vemos em nosso Estado, o menor preparo para que se evite desastres naturais como este, sobre qual, eu me debruço agora provando o meu café.

É bem verdade que o Estado do Rio de Janeiro é um estado falido, por Cabral, Pezão, Garotinho, Rosinha e outros, porém as pessoas deste Estado, não estão falidas em sua esperança e apesar de terem votado tão mal, ao longo dos últimos 30 anos.

Mas as práticas para poupar vidas durante a prevenção não podem ser subjugadas a um reles segundo plano, eu quero saber da vigilância em saúde de forma oportuna, coordenada e articulada com outros setores e com base em dados para a tomada de decisões que não vemos. Inclusive a própria população, que insiste em jogar lixo em lugares indevidos.

Temos há anos em Resende, um bairro chamado Cidade Alegria, que basta um pouco de chuva para termos os mesmos pontos de alagamento.

E as autoridades não mexem um dedo! É hora de virar a mesa povo! E cobrar porque as construções são mal projetadas? E porque evacuação das águas, não se dá como deve ser; causando o entupimento dos locais de escoamento e alagando ruas e avenidas.

Será pedir demais ao atual gestor? Vamos colocar mais pó no próximo cafezinho?

Roger Soares é militar da reserva, ex-bombeiro no Estado de São Paulo, técnico em emergências médicas, apicultor, professor de educação física, e consultor de negócios e investimentos.

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