O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro investiga o saque de R$ 9 milhões em caixas eletrônicos por pessoas contratadas pelo Centro de Estudos e Pesquisas do Estado (Ceperj), em Volta Redonda e Barra Mansa. O Ceperj é do Governo do Estado. As informações foram divulgadas pelo portal G1.
Segundo o Ministério Público, o pagamento de funcionários estaduais e federais, mesmo que temporários, em caixas eletrônicos é proibido. E mais: o Ministério Público do Rio (MPRJ) diz que a prática é um indício de fraude e que tantos saques em dinheiro constituem a “nítida afronta às normas de prevenção à lavagem de dinheiro”.
Segundo o G1, um funcionário de uma agência falou que, entre o dia 5 e o dia 15, são cerca de 70 a 100 pessoas por dia para retirar pagamentos. Ele afirmou que as devoluções de parte do dinheiro são feitas diretamente para eles, nos caixas, no esquema de “rachadinha” e de funcionários fantasma.
“As pessoas falam às vezes para a gente e perguntam para a gente se sabe quanto é que precisa devolver”, conta o funcionário, ao G1 . “Vem pelo CPF delas e elas trazem a identidade. A gente coloca o CPF e coloca para o nome delas, e elas têm direito de fazer o saque”.
Nova Iguaçu: mais de R$ 7 milhões;
Barra Mansa: R$ 5 milhões;
Duque de Caxias: quase R$ 5 milhões;
Bangu, Zona Oeste do Rio: R$ 4,5 milhões;
Volta Redonda: R$ 4 milhões.
Para o MP, a prática indica remuneração por mão de obra temporária, já que a maioria recebeu mais de um pagamento. Só que a natureza do serviço prestado não se enquadra na lei que autoriza a contratação temporária no estado. O MP não sabe como eles foram contratados.
As denúncias do Ministério Público também apontam políticos como donos dos cargos secretos, como o deputado Rodrigo Bacellar, do PL, e foi secretário estadual de governo até julho.
