Barra Mansa

Com salários atrasados, professores do UBM ameaçam greve




Professores do UBM (Centro Universitário de Barra Mansa) ameaçam entrar em greve no início de agosto. Eles reivindicam o pagamento de salários, que estão atrasados desde abril, além da primeira parcela 13º salário de 2021. E ainda: segundo os professores, a instituição não paga as férias docentes e deixar os valores de FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviços).

Os funcionários fizeram uma petição pública com uma nota de repúdio e expondo a crise financeira do UBM, que tem mais de 60 anos de tradição. “Nos últimos tempos, nós professores e demais componentes da comunidade acadêmica do UBM, estamos vivenciando graves violações em nossos direitos trabalhistas”, inicia a petição, que continuou.

“No último semestre letivo, fomos compelidos a aceitar o silêncio e a falta de transparência dos dirigentes. Fomos enganados com promessas falsas de depósito de salários”, diz o documento, que continuou:

– Fomos cobrados e realizamos diversas atividades acadêmicas e laborais sem questionar, tudo em prol do corpo discente desta instituição de ensino, sem que a obrigação de nos remunerar fosse efetivada.

O manifesto também aponta como uma cultura do UBM atrasar os salários dos profissionais. “É prática comum do UBM atrasar e parcelar o pagamento dos salários de seus empregados com longos e costumeiros atrasos, como se estes não dependessem daqueles para sobreviver e para trabalhar, com dignidade. E o que é pior: o atraso no pagamento dos salários não é a única nefasta conduta ilegal de tal empresa. Não satisfeita, não recolhe as contribuições previdenciárias”, aponta a petição pública.

“Estamos cansados, sem condições financeiras e exauridos emocionalmente para manter a nossa conduta honesta, ética e primordial de ministrar aulas e trabalhar, sem que haja a contrapartida obrigatória do UBM”.

Os profissionais do UBM pedem o apoio dos alunos de todos os cursos e prometem não realizar as atividades acadêmicas no segundo semestre deste ano, suspendendo as aulas até que os débitos sejam quitados pela instituição.

“O atraso salarial reiterado provoca transtornos desnecessários e vexatórios. Isso é inconstitucional, desumano e vergonhoso! Muitos professores e funcionários estão impossibilitados de honrar seus compromissos financeiros. O UBM sabe disso e nada faz!”, finaliza a nota de repudio dos professores.

Procurado, o Sinpro (Sindicato dos Professores) do Sul Fluminense vai realizar no próximo dia 8, segunda-feira, uma assembleia. Nela, será deliberado se os funcionários entrarão em greve. A equipe de reportagem também entrou em contato com assessoria de imprensa do UBM, mas a instituição não se manifestou sobre os atrasos até o momento desta publicação. O espaço continua aberto para a direção do Centro Universitário.


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