Seis dos nove trabalhadores da CSN demitidos por conta de paralisações-relâmpago dentro da Usina Presidente Vargas foram reintegrados nesta quarta-feira (3) em Volta Redonda. As manifestações eram realizadas em diversos setores da empresa na campanha salarial de 2022 como forma de pressão.
A medida da empresa foi no cumprimento de uma decisão judicial tomada em dezembro de 2023 pela Justiça do Trabalho de Volta Redonda. A empresa não comentou a decisão e nem a reintegração dos empregados.
Os seis readmitidos são Ronald de Andrade Gomes, Felipe Abílio Santos, Marcelino Vieira Balbino da Silva, José Marcos da Silva, Ulisses Cesário de Oliveira e Odair Mariano da Silva. Eles faziam parte de uma comissão paralela que pretendia negociar diretamente com a empresa.
Na época, a CSN decidiu não atendê-los e negociou com o Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense, que na ocasião era comandado pelo presidente Silvio Campos.
O mesmo grupo que realizava as manifestações na Usina Presidente Vargas montou uma chapa para concorrer a presidência do sindicato e acabou saindo vencedora, incluindo o atual vice-presidente, Odair Mariano da Silva – um dos reintegrados.
Três outros demitidos, Thalles de Oliveira Ribeiro, Felipe Correa Soares e Israel Fagner de Souza Azevedo, não compareceram ao serem convocados. Eles estavam trabalhando no dia da reintegração e serão readmitidos após o fim do recesso forense, que termina dia 21 de janeiro.
