Cafezinho com Roger Soares Colunas

Educação e desenvolvimento


Por Roger Soares

No cafezinho de hoje, vamos falar sobre a relação intrínseca entre educação e desenvolvimento. O investimento em educação é o principal requisito para que um país seja competitivo, em qualquer setor, porém, na chamada indústria 4.0, termo que designa a atividade econômica que funde o mundo digital, o mundo físico e o mundo virtual, nas palavras do criador do conceito, o suíço Henrik Von Scheel, fica elevado à décima potência exponencial.

Basta observarmos que seu telefone tem muito mais recursos do que o primeiro foguete que foi para a lua, tudo está conectado. E o mundo virtual é real no mundo digital, que é real no mundo físico.

A educação é um ingrediente essencial para que um país faça a transição para a indústria 4.0. É necessário haver um alto nível de pessoas educadas para mantê-la viva É atuante.

É preciso dar educação e treinamento para as pessoas para que elas possam assumir um novo tipo de trabalho. Isto porque éconsenso, que o avanço da indústria 4.0 vai acabar com empregos tradicionais, a partir do avanço da automação, da robótica, da biometria, da inteligência artificial e de outras tecnologias. E confesso que como postulante ao executivo da minha cidade; penso nisso com afinco.

Um bom exemplo é o desenvolvimento de veículos autônomos, que pode afetar diretamente taxistas e motoristas em geral. Nesse sentido, as pessoas precisarão ser treinadas para novas funções, pois haverá extinção de empregos, mas não de competências.

A Finlândia tem uma indústria de alta tecnologia, mas há 100 anos era um país pobre e majoritariamente agrícola, neste período o governo educou a população e bem. E a Finlândia será em 10 anos uma potência. Isso não quer dizer que nação escandinava não tenha enfrentado problemas para se adaptar aos novos tempos.

Basta analisar que a Finlândia chegou atrasada na transição para a indústria 4.0 e por causa dos altos custos de produção acabou perdendo indústrias para outros países e com isso perderam 200 mil empregos nos últimos anos em indústrias tradicionais por causa dos custos, isso num país que tem 3,5 milhões de habitantes.

A indústria 4.0 étambém um efeito da globalização, então além da integração de plataformas e tecnologias, ela gera competição entre países para atraíla e esta é uma enorme oportunidade para países emergentes e cidades com capacidade de surpreender desde que tenha um grupo de pessoas interessadas em desenvolver suas capacidades.

Agora se vocês me dão licença vou preparar meu café em um equipamento automático, robotizado e artificialmente inteligente que consegue se auto programar e definir o sabor do café de acordo com o reconhecimento facial do degustador. Alguém está servido?

Roger Soares é empresário.

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