Em evento na prefeitura de Volta Redonda, o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, fez elogios ao economista Paulo Guedes, mentor econômico do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Porém, ao ser perguntado sobre possível apoio, o empresário se esquivou e disse que “votarei no Brasil”. Porém, ele citou que o país necessita de “romper com passado”.
O empresário é filiado ao PP e a legenda declarou neutralidade no segundo turno. Benjamin Steinbruch também é amigo de Ciro Gomes e chegou a ser cotado para ser vice na chapa do ex-presidenciável do PDT.
“Cada um tem que votar de acordo com a sua consciência. O Brasil não pode esperar mais. Passamos por crise durante seis anos, não só o setor empresarial, mas também o poder público”, disse o presidente da CSN, que continuou:
“Não conheço (pessoalmente) Paulo Guedes. Mas conheço a história dele. Excelente economista, de muita história. Se Paulo Guedes for o ministro da Fazenda do possível governo de Bolsorano, tenho certeza que ele tem ampla condições de propor o que Brasil precisa. Temos que deixar de ser um país rentista, que sempre prevaleceu o juros altos. Temos que romper com isso e incentivar política para geração de empregos”
3,5 mil empregos
No encontro, a CSN informou que trará para a região mais três linhas de produção da empresa. Vão vir para Volta Redonda oito novas empresas que farão parte do Complexo Metalmecânico. Estima-se que serão gerados 3,5 mil empregos diretos e 10 mil indiretos.
O protocolo de intenções para viabilizar a instalação das empresas foi assinado pelo governador Luiz Fernando Pezão, o prefeito Samuca Silva, e o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, entre outras autoridades. O evento aconteceu na prefeitura de Volta Redonda.
De acordo com o documento, a CSN buscará atrair empreendimentos industriais, vinculados à sua atividade, além de capacitar a mão de obra local. Diretores e representantes de oito indústrias também assinaram o termo.
TAC de R$ 300 milhões

Foi assinado também um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o Governo do Estado e a CSN, que prevê investimentos de R$ 300 milhões nos próximos seis anos na Usina Presidente Vargas (UPV) para adequação às normas ambientais. Ao todo, o TAC estabelece como meta 35 ações que vão garantir de forma definitiva as demandas ambientais e da população do município.
