Por André Aquino
O que as famílias levam anos para construírem, a natureza leva em poucos minutos numa tempestade. A perda não significa o fim, mas o início de um recomeço, pautado na fé e no trabalho. O cenário de destruição nos bairros Caeiras e Cailândia, em Volta Redonda, contrasta com o espírito de solidariedade.
O casal Gabryel de Souza Isidoro, 21 anos, Mariana dos Reis, 24 anos, moradores da Caeiras, perdeu quase tudo num dia que seria o mais feliz da vida deles. O filho do casal tinha acabado de receber alta do hospital após o nascimento. Era o primeiro dia do neném em casa.
“Estava na igreja quando me avisar que a água estava subindo. Deu para salvar alguma coisa, mas a maioria se perdeu”, disse Gabryel, que ponderou: “Pelo menos ninguém ficou ferido. Nosso bebê está muito bem, com a minha esposa. Isso é o mais importante”.
Ele tentou fazer uma barreira para impedir a água entrar, mas foi em vão. O volume era grande. A marca da água chegou a um metro e 70 centímetros.
A família de Gabryel e mais outras 14 ficaram desabrigadas após a chuva que atingiu Volta Redonda na noite deste domingo (17) .
Dona Sebastiana Fernandes, de 59 anos, também não perde esperança. “Perdi tudo, mas não a vida – o bem maior. Ainda tenho força para trabalhar e reconstruir minhas coisinhas”.
A Igreja Presbiteriana Viva (IPV) está fazendo uma campanha de doação de donativo: alimentos, roupas, móveis e eletrodomésticos. Quem quiser e puder ajudar, pode entrar em contato pelo whatsapp com a Neycieli, no telefone (24) 999819885, ou Pietra, no telefone (24) 999650762.

