O falso enfermeiro, que atuava em dois hospitais públicos de Volta Redonda (São João Batista e Retiro), pode responder por quatro diferentes crimes: exercício ilegal da profissão, falsidade ideológica e lesão corporal, além de aplicação de drogas – remédio em pacientes. As informações são da Polícia Civil, que investiga o caso.
Ele utilizava o nome falso de Pedro Henrique Cury e dizia que era parente de um vereador (Renan Cury) e da diretora do Hospital do Retiro, Márcia Cury. Ambos negaram que têm algum grau parentesco com o falso enfermeiro, que usava o nome falso.
“Ele trabalhava no São João Batista desde outubro do ano passado [2021], no setor de terapia intensiva. No hospital Dr. Munir Rafful [do Retiro], ele começou como técnico no ano passado e foi promovido a enfermeiro. Ele trabalhava no setor de emergência, na classificação de risco”, disse o delegado, ao G1.
Ainda nesta semana, os diretores dos dois hospitais (Márcia Cury, Retiro, e Sebastião Faria, São João Batista) vão prestar depoimento para esclarecer o processo de seleção do falso enfermeiro. Logo após a descoberta do crime, os dois diretores o demitiram.
Durante o levantamento dos dados, foi constatado que ele não tinha registro no Coren-RJ, não tinha diploma e apresentou um certificado falso para exercer as funções.
O caso foi informado à Polícia Civil e, na quinta-feira (21), dia em que o rapaz faria um plantão de 7h às 19h, os agentes foram até o São João Batista para tentar prender o falso enfermeiro em flagrante. No entanto, ele não apareceu para trabalhar.
“Vamos investigar também se algum paciente que ele fez atendimento teve algum agravante de situação: uma lesão corporal ou até mesmo a morte. E também, por ministrar certos tipos de medicamentos, ele pode responde por crime específico na Lei de drogas” disse Luiz Jorge, ao G1.
