O delegado e deputado federal Antônio Furtado (PSL) gastou neste ano uma bagatela de R$ 408 mil do dinheiro público, a chamada a cota de gabinete. Isso não leva em consideração as emendas parlamentares destinadas aos deputados para enviarem aos seus redutos eleitorais.
Furtado, que é do Rio e se elegeu com 100 mil votos do Sul Fluminense na onda dos bolsonaristas, está na lista dos que mais consumiram o dinheiro público. O delegado ocupa o segundo lugar entre os 46 parlamentares fluminense na Câmara Federal.
As informações foram divulgadas na coluna da jornalista Berenice Seara, do jornal carioca Extra. O delegado só perde para Rosângela Gomes (Republicano) que, sozinha, gastou R$ 415 mil – apenas sete mil a mais que Furtado.
Em combustível, por exemplo, o delegado gastou R$ 56 mil – o que dá para comprar 7,4 mil litros de gasolina no valor médio de Volta Redonda (R$ 7,49).
Nesse quesito, de novo, Furtado é o segundo deputado que mais gastou. Ele perde apenas para Guttemberg Reis, que consumiu R$ 63,5 mil.
Os postos de combustíveis que os carros de Furtado foram abastecidos não foram divulgados.
Segue a nota do deputado na íntegra
24/12/2021
Resposta Tribuna Sul Fluminense
Mesmo neste período de pandemia, o Deputado Federal Delegado Antonio Furtado tem mantido a rotina de trabalho, respeitando todas as diretrizes de segurança e distanciamento recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde, com reuniões e visitas a prefeitos e secretários do estado do Rio de Janeiro, além do trabalho do “Gabinete itinerante”.
Essas ações são necessárias para conhecer as necessidades das pessoas e dos munícipios e poder fazer as destinações corretas de verba, além de propor leis. Para que esse trabalho possa ser realizado, existe a necessidade de locomoção e, consequentemente, abastecer os veículos que fazem o translado do deputado pela região de atuação do parlamentar.
Buscamos ter responsabilidade com o dinheiro público e controlamos os gastos. Entretanto, o aumento no valor do combustível impactou significativamente a folha de despesas. De 2019, ano que assumimos o mandato, com este ano, 2021, tivemos mais de 60% no aumento do combustível. O que antes custava em média de R$4,26 por litro, agora é R$7.

