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Hospital do Idoso é desativado e OS deixa Hospital do Retiro, em Volta Redonda




A Prefeitura de Volta Redonda transferiu a estrutura do Hospital do Idoso, que desde dezembro de 2017 ocupa o prédio da antiga Clínica São Camilo, na Vila Santa Cecília, para o Centro Municipal de Saúde (Santa Margarida), no bairro Niterói. A medida amplia o número de leitos da unidade, de 32 para 40, e ainda gera economia de recursos públicos, já que o prédio é do município.

O Hospital do Idoso vai ocupar o quarto andar do edifício que abriga ainda a sede administrativa da Secretaria Municipal de Saúde, ambulatórios para consultas com especialistas e ainda vai receber o Centro de Imagens.

De acordo com o diretor Administrativo do Hospital do Idoso, Aparício Bezerra Júnior, a mudança para o novo endereço deve estar concluída até esta quarta-feira, dia 02.

“A próxima etapa será a instalação dos equipamentos para que a estrutura possa receber os pacientes com mais de 60 anos com mesma segurança e conforto”, disse, lembrando o Hospital do Idoso não é uma unidade de portas abertas. Não oferece serviço de emergência, de pronto socorro. A regulação continuará sendo feita pela Rede de Urgência e Emergência (RUE) do município.

A mudança foi possível neste momento, pois, não há pacientes idosos internados no local. A sede do Hospital do Idoso, neste período, por conta da desmobilização do Hospital de Campanha, vinha sendo utilizada para abrigar um dos centros de triagem para casos suspeitos de Covid-19, o Centro de Doenças Respiratórias (CDR), que foi transferido para a unidade da Atenção Básica do bairro Volta Grande, que já funciona como referência para a doença.

O objetivo do Hospital do Idoso sempre foi disponibilizar assistência diferenciada e exclusiva para os maiores de 60 anos e, assim, desafogar as demais unidades hospitalares do que possuem urgência e emergência como o Hospital São João Batista e Hospital do Retiro. Por conta da pandemia da Covid-19, a liberação destes leitos se tornou ainda mais importante.

Hospital do Retiro 

A secretária de Saúde de Volta Redonda, Flávia Lipke, e a estrutura do gabinete da pasta, foram transferidas para o Hospital do Retiro para realizar a transição de gestão da unidade, que era administrada até novembro por uma organização social. A partir de dezembro, a unidade volta a ser gerida pelo município. 

A prefeitura está atuando garantindo insumos médicos, materiais e a permanência do corpo médico. A unidade segue com portas abertas e atendendo a população.

Após decisão do município sobre a não renovação do contrato de gestão da unidade, o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) também emitiu uma recomendação contrária a ampliação do contrato.

Segundo a secretária de Saúde, Flávia Lipke, a prefeitura notificou a Organização Social para que faça o pagamento dos salários de parte dos profissionais que ainda não receberam os vencimentos de outubro.

“A SMS fez o repasse de recursos para a organização, mas, até o momento, não houve a quitação. Estamos buscando os meios legais para o bloqueio desse recurso e o pagamento dos funcionários”, disse.

De acordo com a secretaria, a OS teria justificado o não repasse por conta de pagamentos de verbas rescisórias. Entretanto, as verbas para rescisão são repassadas mensalmente dentro do contrato de gestão.

“Para evitar qualquer problema em relação ao pagamento de novembro, vamos buscar fazer esse repasse direto aos funcionários até o quinto dia útil. Garantindo assim o compromisso que firmamos junto aos funcionários. Vamos buscar junto a OS o fornecimento dos dados bancários ou diretamente com os servidores”, disse.

Os profissionais que exerciam suas funções na antiga gestão serão mantidos pelo município, com salário equivalente, através de um processo seletivo simplificado, visando assim a continuidade do serviço na unidade.

 


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