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Idosa resgatada no Rio em situação análoga à escravidão é da região




Uma mulher que passou 72 anos em trabalho análogo à escravidão no Rio de Janeiro (RJ) é de Vassouras, no Sul Fluminense. Ela foi resgatada no último dia 15 de março por membros do Ministério do Trabalho. Conforme o órgão, uma denúncia anônima levou os agentes até a casa onde a mulher trabalhava na Zona Norte da capital fluminense.

Segundo as investigações, a idosa passou a vida inteira trabalhando para a mesma família sem receber salários nem benefícios. “Ela não tem a noção que ela foi escravizada. Ela não tem. Ela não tem noção alguma disso”, afirmou Cristiane Lessa, assistente social e diretora do centro de recepção de idosos onde a mulher está abrigada.

Ainda de acordo com o Ministério do Trabalho, esse é o caso mais longo de situação análoga à escravidão registrado no Brasil. A mulher trabalhava como cuidadora da dona da casa e dormia em um sofá, na entrada do quarto principal.

“Essa senhora, que os empregadores alegam que é da família — e não é —, fica absolutamente submissa. O empregador que fala por ela. Qualquer resposta que a gente solicita dela, é o empregador que responde. Os documentos dela não estão de posse dela mesma. O empregador que tem esses documentos”, contou Alexandre Lyra, auditor fiscal do trabalho.

Atualmente, a idosa está aos cuidados da Prefeitura do Rio. Ela não casou, não teve filhos e perdeu o contato com os familiares.


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