Pelo menos dois estabelecimentos de Volta Redonda (RJ) foram vítimas do “golpe do delivery”. O crime acontece quando o cliente faz o pedido, informa que vai pagar pessoalmente para o motoboy, mas tudo não passa de um golpe. A reportagem ê do G1
Em alguns casos, o estabelecimento fica no prejuízo por ter preparado o produto em vão. Já em outros, além de perder o material, o entregador acaba sendo assaltado.
O crime, que já é comum nas grandes cidades, se popularizou durante a pandemia, quando o volume de entregas aumentou. No Sul do Rio, os casos começaram recentemente, acendendo o alerta dos comerciantes e da polícia.
Em uma doceria de bastante movimento em Volta Redonda, são aproximadamente 50 entregas por dia. A demanda é alta e a cozinha não para.
Quem atende os pedidos é o Everton Souza, que trabalha como balconista. Ele confere os endereços, os produtos e os valores, mas todo esse cuidado não foi o suficiente para identificar um trote no valor de R$ 542.
“Ele [criminoso] falou que estava em uma confraternização, que era em um sítio, e outras pessoas estavam fazendo pedido junto com ele. Ele perguntou se tinha algum problema de dividir o valor. Falamos que não tinha problema algum”, contou Everton.
O pedido foi feito por meio de um aplicativo de delivery. Quando o motoboy chegou ao local, foi informado por populares que ele era o quinto a tentar fazer uma entrega naquele endereço. O prejuízo ficou por conta do estabelecimento.
“Foi um dia extremamente desgastante. Foi um expediente muito cansativo. Muitos clientes entrando em contato. O tempo inteiro respondendo rede social, respondendo clientes que já tinham feito seus pedidos, que estavam atrasados por conta dessa demanda desse pedido bem grande”, disse a proprietária da doceria, Andressa Paganini.
Já com o Gabriel, a situação foi ainda mais grave. Ele é dono de um restaurante de comida japonesa e recebeu uma encomenda por meio de um aplicativo de conversa.
A entrega era em uma rua sem saída de um bairro distante. O motoboy foi assaltado e os bandidos levaram, além da mochila com os pedidos, a moto, um celular e uma máquina de cartão.
“Nunca tinha acontecido isso com a gente. Então, a gente estava normal. A gente agiu normal, tratou bem, atendeu. Era um pedido grande e acabou que ele [motoboy] sofreu esse assalto no local”, contou o proprietário do restaurante.
O delegado titular da delegacia de Barra Mansa, Michel Floroschk, reforça a necessidade das vítimas deste crime denunciarem.
“As pessoas têm que procurar a delegacia, indicar qual telefone que solicitou essa entrega, para que a polícia, através da sua tecnologia e da sua investigação, possa chegar aos autores. Essas pessoas, ao praticarem um crime e se darem bem, prosseguem na conduta criminosa”, disse Michel.
