A CSN registrou lucro líquido de R$ 1,08 bilhão no terceiro trimestre deste ano, valor bem acima do registrado, no mesmo período, no ano passado que contabilizou em 2019, prejuízo de R$ 992,9 milhões. A receita líquida foi de R$ 8,7 bilhões no terceiro trimestre deste ano, o que representa alta de 45% ante aos R$ 6 bilhões registrados no terceiro trimestre de 2019, e 40% em comparação com o segundo trimestre de 2020.
A companhia afirma que o avanço do indicador ocorreu devido à normalização do volume de produção do minério de ferro e do aumento de preço do produto em relação ao período anterior. O custo de vendas subiu 17,46% no comparativo entre os períodos, passando de R$ 4,37 bilhões para os atuais R$ 5,133 bilhões. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) subiu 321% no comparativo trimestral, para R$ 2,62 bilhões ante R$ 622 milhões no mesmo período do ano passado. Em relação ao segundo trimestre de 2020, o indicador avançou 167%.
No critério ajustado, o Ebitda foi de R$ 3,6 bilhões, alta de 124% ante o montante de R$ 1,57 bilhão do mesmo período do ano passado. Em relação aos R$ 1,93 bilhão do segundo trimestre de 2020, o Ebitda ajustado avançou 82%.
A margem Ebitda foi de 39%, alta de 13,9 pontos percentuais ante a margem de 25,1% aferida no terceiro trimestre de 2019. No segundo trimestre de 2020, o indicador era de 29,7%, 9,3 pontos percentuais menor.
A alavancagem medida pela razão dívida líquida/Ebitda foi de 3,67 vezes, ante 3,81 vezes no terceiro trimestre de 2019. A companhia afirma que o indicador alcançou “uma redução considerável em vista do forte fluxo de caixa”, o que compensou a variação cambial no período. A reportagem é do jornal Valor Econômico.
