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Menino de 2 anos foi asfixiado após ser estuprado, diz laudo




O menino de 2 anos e 7 meses, vítima de estupro em Paty do Alferes (RJ), morreu asfixiado durante o banho, apontou o laudo da necropsia divulgado pela Polícia Civil nesta segunda-feira (28). Segundo o delegado responsável pela investigação, Antônio Furtado, o padrasto afogou o enteado para disfarçar o abuso sexual praticado anteriormente. Ele está preso.

O crime aconteceu na noite de sábado (26), na casa em que a vítima morava com o padrasto e a mãe, que não estava no imóvel no momento, pois estava trabalhando em Miguel Pereira, cidade vizinha.

A Polícia Civil já desconfiava de que a morte teria sido causada por asfixia após uma testemunha relatar ter visto o padrasto no banheiro com a criança. Em depoimento, ela disse ter visto o menino com uma mangueira com água dentro da boca e que a barriga dele parecia um “balão”.

“Ele [padrasto] foi visto no banheiro, com uma inserção de uma mangueira, aberta, e a água então acabou entrando nos pulmões e no estômago da criança”, informou o delegado.
Segundo a Polícia Civil, o padrasto levou o enteado, já desmaiado, à casa de um vizinho para pedir socorro ao afirmar que ele estava sufocado.

A criança estava nua, molhada e envolta apenas em uma toalha. O vizinho chegou a chamar uma outra moradora, que é técnica em enfermagem, para prestar os primeiros socorros ao menino, que apresentava sangramento anal.

Em seguida, a criança foi levada em estado gravíssimo ao Hospital Municipal Luis Gonzaga, em Miguel Pereira. A vítima foi submetida a exames, que identificaram lesões no ânus e sangramento na região abdominal. A equipe médica fez manobras de ressuscitação, mas não conseguiu reanimá-la.

O delegado Antônio Furtado afirmou que o padrasto disse ter deixado o enteado sozinho no banho por aproximadamente 10 minutos e que, quando retornou, encontrou o menino inconsciente e se debatendo no box do banheiro introduzindo uma escova de dente no ânus.

Contudo, de acordo com o delegado, as lesões identificadas não correspondem àquelas que poderiam ser causadas pela escova de dente, “indicando que a versão do suspeito não apresenta fundamento”.

Além disso, o depoimento colhido de ao menos 10 testemunhas dão indícios de que o suspeito deu várias versões sobre o que teria acontecido.

Pena pode chegar a 45 anos de prisão

O padrasto vai responder por estupro de vulnerável e homicídio qualificado, com base na Lei Henry Borel. Se condenado, ele pode pegar até 45 anos de prisão.

O jovem foi levado para a Cadeia Pública de Volta Redonda (RJ) por volta de 16h de domingo (27). Ele deve passar por uma audiência de custódia na tarde desta segunda-feira (28).

“Esse caso é tão brutal, que chega a chocar até mesmo os policiais mais experientes. A partir de agora, o preso está à disposição da Justiça. O caso seguirá sendo investigado pela equipe da 96ª DP [Miguel Pereira], que conduzirá os próximos passos”, finalizou o delegado.


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