O Ministério Público e Câmara Municipal de Porto Real estão apurando uma denúncia de que a família do prefeito Alexandre Serfiotis teria usado equipamentos de uma empresa que presta serviço à prefeitura numa obra particular do chefe do Executivo.
O serviço foi feito por uma empresa de terraplenagem de Itatiaia na fazenda da família que fica numa localidade conhecida como Cafarnaum, em Barra Mansa. O local é uma herança do pai do prefeito, ex-prefeito Jorge Serfiotis, morto em julho de 2017.
A denúncia foi protocolada por uma moradora de Porto Real na Câmara e contém fotografias e filmagens, segundo a assessoria do Legislativo.
Uma comissão processante da Câmara de Porto Real foi aprovada na sessão desta segunda-feira (2) por sete votos a um. Houve duas abstenções e o presidente da Câmara não precisou votar.
Por sorteio, a comissão foi formada por três parlamentares: os vereadores Elias Vargas (PRTB) como presidente da comissão; Fábio Maia (DC), relator e Henry de Bulhões (PDT), como terceiro membro.
Segundo a assessoria do presidente da comissão, Serfiotis já foi notificado para que apresente, no prazo de dez dias, sua defesa – caso queira. A partir daí, a comissão tem um prazo de 90 dias para apresentar sua conclusão.
Os vereadores podem dar um parecer pela continuidade do processo – caso a comissão julgue que houve, de fato, infração político-administrativa, que pode levar a um pedido de impeachment – ou pelo arquivamento. As investigações no MP seguem em segredo.
Em nota à imprensa, o prefeito Alexandre Serfiotis negou a denúncia. Diz a nota: “Não é verdade que qualquer equipamento da prefeitura de Porto Real foi usado em propriedade de minha família. Esse assunto não é novo e já foi devidamente resolvido. Mesmo assim, entendi que a Câmara de Vereadores está cumprindo as suas responsabilidades e aguardo a oportunidade para esclarecer devidamente esse assunto”.
Questionado sobre se tratar de uma empresa terceirizada da prefeitura, a assessoria de Serfiotis não se pronunciou
