A direção do Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI) confirmou nesta terça-feira (4) a morte cerebral de Michele Vila Pinto, de 33 anos, que foi esfaqueada pelo namorado no dia 15 de março em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, após negar relações sexuais a ele. A paciente teve uma piora em seu estado de saúde nesta semana e estava internada em estado gravíssimo na unidade hospitalar.
Segundo a Prefeitura de Nova Iguaçu, os médicos do HGNI avaliaram as funções cerebrais da paciente depois de abrirem o procedimento para diagnosticar a morte encefálica de Michele. Os resultados dos exames não mostraram funções neurológicas na paciente.
“O Hospital Geral de Nova Iguaçu informa que a paciente Michele Vila Pinto, de 33 anos, teve morte cerebral confirmada nesta terça-feira (4), após os resultados dos exames não mostrarem funções neurológicas. A família foi acolhida durante todo o processo de abertura e encerramento do protocolo de morte encefálica”, disse em nota.
O protocolo analisa se há a perda das funções cerebrais como a capacidade de controlar os batimentos cardíacos, respiração e outros movimentos.
Relembre o caso
Michele dormia com a filha mais nova de apenas 1 ano e 6 meses no dia 15 de março em sua casa em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, quando foi atacada por Rodrigo Almeida Neves Pinheiro, de 44 anos, depois de ter se recusado a ter relações sexuais com ele. O homem ainda a trancou no quarto após a esfaquear. A mulher foi encontrada pela filha mais velha, de 16 anos.
Na ocasião, Michele foi esfaqueada no pescoço pelo namorado, passou por uma cirurgia de emergência e ficou internada no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI), no bairro da Posse, em estado grave, mas estável.
Rodrigo, também conhecido como Pastor, chegou a tentar fugir, mas foi detido por agentes da 55ª DP (Queimados). Ele já havia sido preso anteriormente por esfaquear uma companheira, tendo deixado a cadeia no início de 2022. Em setembro do mesmo ano, começou a namorar Michele e o casal morava junto. Apesar do histórico, familiares da vítima afirmaram que o homem não dava indícios de novas agressões.
