Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (7), o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense, Silvio Campos, classificou o movimento independente dos operários da CSN como “uma manipulação da oposição sindical e que, no final, só quer assumir o sindicado”.
— A CSN tem mais de 10 mil trabalhadores e apenas 800 estão participando. Apenas 8%. Isso é muito pouco — disse Silvio Campos
Ele disse que o movimento é ilegal e pode atrapalhar os próprios trabalhadores. “Existe um rito para um movimento grevista. Precisa ser aprovado em assembleia, depois avaliado na lei de greve e uma negociação com a empresa sobre quais os setores não podem parar”.
Sindicado não aceita menos do INPC
Silvio Campos disse que o sindicado não aceita menos do que o INPC (Índice Nacional ao Preço do Consumidor), que deve fechar em 12% até 1º de maio (data-base). Nos últimos dois anos, 2020 e 2021, os trabalhadores não receberam nenhum reajuste alegando crise da pandemia.
A primeira proposta da empresa é de 8,1% para os trabalhadores que recebem até R$ 3 mil e 5% para os vencimentos acima dos R$ 3 mil. Hoje, segundo o sindicado, 70% dos funcionários da empresa recebem menos de R$ 3 mil. A votação da proposta será nesta sexta-feira (8) na Praça Juarez Antunes, na Vila Santa Cecília, das 8 às 16 horas.
A proposta da empresa foi apresentada durante uma reunião entre Silvio Campos e o presidente da CSN, Benjamin Steinbruch, na última terça (5) em São Paulo.
Silvio contou que o presidente da CSN pediu que a proposta fosse colocada em votação, mas o sindicado orienta a recusa da proposta. “Queremos a partir dos INPC. Nas outras empresas, estamos pedindo INPC mais 5% de aumento real”.
Manifestação da oposição
O movimento independente dos operários está organizando uma passeata em Volta Redonda nesta quinta-feira (7). O ponto de encontro será na Praça Juarez Antunes, na Vila Santa Cecília, e eles vão caminhando até a sede do sindicado protestando sobre a postura do órgão.
