Na véspera de Natal, na presença de quase 30.000 pessoas e com transmissão para todo o mundo, o jesuíta argentino abriu a Porta Santa da basílica de São Pedro, no Vaticano, simbolizando o início do Jubileu “ordinário”.
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Sentado em uma cadeira de rodas, Jorge Bergoglio se posicionou perante a pesada e imponente porta de bronze, em cuja soleira permaneceu em silêncio e entrou na basílica monumental, seguido de uma longa procissão, enquanto os sinos dobravam do lado de fora.
Ao longo de todo o ano, os peregrinos poderão atravessar esta porta, que permanece fechada em períodos normais, para receber a “indulgência plenária”, o perdão dos pecados, segundo a tradição.
Após o ataque mortal em um mercado natalino na Alemanha, a segurança em torno do Vaticano foi reforçada. Cerca de 700 agentes adicionais foram enviados a Roma, segundo o Ministério do Interior.
“Só de estar aqui, já me sinto abençoada”, disse à AFPTV Lisbeth Dembele, uma turista francesa.
‘Pequeno milagre’
Organizado a cada 25 anos pela Igreja Católica, o Jubileu é considerado um período de conversão e penitência para os fiéis e é acompanhado por uma longa lista de eventos culturais e religiosos.
Na preparação para o Jubileu, a cidade de Roma efetuou obras importantes que testaram a paciência dos moradores, com a restauração de monumentos e praças do centro histórico.
Entre as mais emblemáticas está um túnel perto do castelo de Sant’Angelo, perto do Vaticano, inaugurado na segunda-feira pela primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que considerou a conclusão do projeto um “pequeno milagre”.
Em uma cidade já tomada por milhões de visitantes e conhecida pelos problemas nos transportes públicos, o acontecimento provoca questionamentos sobre o turismo excessivo e o seu impacto para o meio ambiente.
Francisco tornou a proteção do meio ambiente um pilar do seu pontificado.
A abertura da Porta Santa será seguida nos próximos dias pelas de outras três grandes basílicas de Roma (Santa Maria Maior, São Paulo Extramuros e São João de Latrão) e de milhares mais nas igrejas de todo o mundo.
Fiel à sua defesa dos marginalizados, Francisco celebrará esta tradição na quinta-feira na prisão romana de Rebibbia, onde presidirá uma missa como sinal da sua proximidade com os prisioneiros.
