Pela primeira vez, as drogas K-2 – uma maconha sintética manipulada em laboratórios clandestinos – foi apreendido na região Sul Fluminense. O caso ocorreu na Via Dutra, na altura da cidade de Piraí, no posto da PRF (Polícia Rodoviária Federal).
A droga estava com um rapaz de 23 anos que quando foi abordado falava frases desconexas e dizia que era usuário de maconha. Em revista em sua bagagem, foram encontrados 37 trouxinhas de K-2 – que também são conhecido como K-4, K-9, “droga zumbi” ou Spice.
O passageiro assumiu ser o responsável pela droga. Desta forma, constatou-se o crime de tráfico de drogas Foi dada voz de prisão ao jovem, apreendidos os pinos de droga, e a ocorrência foi encaminhada para a delegacia de Piraí (94ª DP)
Característica da droga
O canabinoide sintético —ou “maconha sintética”— é conhecido como K2, K4 e K9, mas, segundo órgãos internacionais de saúde, já foram identificadas mais de 300 variedades da nova droga até 2022.
Em geral, todas são feitas de maneira parecida: em laboratórios clandestinos, usando produtos químicos com solvente, para imitar os efeitos da maconha —só que numa potência 100 vezes maior que a cannabis natural.
Os canabinoides sintéticos agem nas mesmas regiões do cérebro que o princípio ativo da cannabis natural, o THC, mas são muito mais tóxicos e lesivos.
Essa droga tem um efeito que a literatura chama de efeito zumbi, pessoas perambulando em calçadas, com corpo entorpecido, convulsões, sudorese e os efeitos se prolongam por várias horas.
O “K2” ou “maconha sintética” é para a maconha normal, praticamente, o q o crack é para a cocaína, pois é mais barata, vicia mais rápido e tem efeitos mais nocivos sobre o organismo dos viciados. Tanto que existem relatos de que quando esse tipo de droga chegou ao Brasil se difundiu primeiro pela Cracolândia em São Paulo.
No mundo, a droga começou em 2004. No Brasil, a primeira vez apreendida. Ela se popularizou em 2022 e hoje há um alto consumo da droga.
