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Polícia divulga balanço da operação “Wi-Fi” em Volta Redonda




A Polícia Civil está realizando na manhã desta quarta-feira (29) uma operação contra uma organização criminosa que cobrava propina de empresas prestadoras de internet em Barra Mansa.

A ação, que foi chamada de “Wi-fi”, tem como objetivo cumprir 16 mandados de busca e apreensão.

Segundo a Polícia Civil, as investigações apontaram que os criminosos começaram a cobrar propina das prestadoras de serviço e aquelas que não pagavam eram ameaçadas.

Em um dos casos, a organização criminosa ainda incendiou o carro de uma empresa. As investigações duraram quatro meses.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, os integrantes da quadrilha já foram identificados, mas ainda não tiveram os mandados de prisão expedidos. Eles vão responder por organização criminosa, tráfico de drogas, extorsão, ameaça, dano e incêndio.

Até a publicação desta reportagem, a Polícia Civil não havia divulgado um balanço parcial da operação. Assim que for enviado, esta matéria será atualizada.

O caso aconteceu na tarde do dia 10 de abril (quarta-feira). Na ocasião, dois traficantes colocaram fogo em um carro de uma provedora de internet na Rua Teresa Elisa Jesus Silva, no bairro Vila Ursulino.

Segundo a Polícia Militar, os funcionários, de 46 e 40 anos, foram ameaçados e impedidos de instalar a internet porque, segundo os bandidos, era necessário ter a autorização do tráfico. Eles estavam encapuzados, usando roupas camufladas e armados com pistolas e pedaços de madeiras.

Ainda de acordo com a PM, os criminosos ordenaram que os trabalhadores entrassem no carro da empresa e fossem até uma área de mata — caso não acatassem a ordem, atirariam nas pernas deles.

Em um momento de distração dos bandidos, os funcionários conseguiram fugir pulando muro das residências próximas. Eles se esconderam em um imóvel até a chegada da polícia.

A PM informou ainda que os criminosos foram atrás dos funcionários, batendo de casa em casa. Eles ainda ameaçaram os moradores dizendo que, caso os moradores não saíssem de suas residências, seriam mortos.

Como os trabalhadores não foram encontrados, em represália, o carro da empresa acabou incendiado.

O caso foi registrado na delegacia de Barra Mansa. Ninguém foi preso.


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