A Polícia Civil investiga uma acusação de estelionato contra a responsável por uma empresa de serviços de buffet. Uma das denunciantes relatou que pagou para ter o trabalho no dia do seu casamento, mas ficou sem a comida e a bebida, previstas no contrato.
Em entrevista, a professora Danielle Loureiro disse que contratou o serviço da Cella’s Gastronomia no dia 6 de novembro deste ano para o seu casamento, realizado no dia 15 de dezembro, em Guaratiba, na Zona Oeste. O combinado, por meio de contrato, era de que o pagamento de R$ 1.746,50 fosse realizado em 50% no dia da contratação do serviço e o restante na data do evento.
Segundo Danielle, três dias antes do seu casamento, Marcela Villas Boas Cluk, responsável pela empresa, pediu mais uma quantia adiantada dizendo que precisava comprar mais coisas. Desta forma, a professora destacou que mandou mais R$ 300 além dos 50% do valor total já enviado. Contudo, a contratante disse que o buffet não apareceu no dia do evento.
“Uma pessoa entrou em contato comigo dizendo que ela (Marcela) tinha sido assaltada no dia anterior e que não tinha como fazer o evento porque tinham levado tudo. Eu pedi pra que ela mandasse o dinheiro de volta porque nós tínhamos que comprar as coisas. Já era no dia da festa. Ela disse que ia devolver, mas não devolveu. A festa ocorreu sem ela e o meu marido teve que ir ao mercado comprar as coisas. Tivemos que contratar um churrasqueiro em cima da hora. Foi um transtorno e uma coisa horrível”, comentou.
Desde então, Danielle afirmou que não recebeu o dinheiro de volta. Após passar o casamento, a professora soube sobre outras pessoas que contrataram o serviço e também não receberam o buffet.
“Ela não apresentou nenhum registro de ocorrência quando disse que foi assaltada. Foi um transtorno horrível para mim e para um monte de gente que também está passando por isso. Meu sentimento é de muita raiva e impotência de não poder fazer nada, além do constrangimento dos meus convidados estarem na festa e não ter o buffet que foi contratado. Eu e meu marido fomos lesados. A gente levou um golpe bem feio. Eu nem queria aparecer no dia. Estava chorando desesperada. Meu marido que me acalmou e fez as coisas acontecerem. É um sentimento grande de impotência, constrangimento e raiva”, destacou.
A professora registrou o caso na 43ª DP (Guaratiba) e esteve na delegacia na segunda-feira (23) para prestar depoimento. A Polícia Civil informou que a ocorrência foi encaminhada para a 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes) para continuidade das investigações.
