Volta Redonda

“Querem vencer pelo cansaço”, dizem trabalhadores da CSN




Os trabalhadores, que não são ligados ao Sindicado dos Metalúrgicos, avaliaram que a CSN quer ganhar tempo no acordo coletivo para enfraquecer o movimento independente dos operários. Para eles, a proposta do acordo coletivo da noite desta terça-feira (19) só foi uma mera formalidade jurídica.

“Eles (CSN) querem vencer pelo cansaço. Mas vamos resistir”, disse um operário.

A empresa apresentou, que foi recusada na mesa, um reajuste de 9% para quem ganha até R$ 3 mil. E ainda: 8% para quem recebe entre R$ 3 mil e R$ 5 mil e 7% para vencimento acima de R$ 5 mil.

Pelos cálculos, com esses reajustes oferecido pela CSN, estima-se que o impacto na folha de pagamento da empresa chaga a R$ 20 milhões anual.

Isso parece muito em números absolutos. Porém, se comparado com o lucro de 2021, o percentual é infra: a empresa teve um faturamento líquido recorde de R$ 13 bilhões. Com a proposta, o impacto da folha de pagamento da Usina de Volta Redonda, em tese, corresponde apenas 0,2% do lucro em 2021.

“Isso é uma covardia, ganância e falta de respeito aos que colocam a Usina para funcionar”, diz um operário.

Em nota à imprensa, a CSN afirmou que “reforça seu compromisso em seguir aberta ao diálogo e solicitará uma nova reunião com o Sindicato para o mais breve possível”. Não há uma nova data para a próxima reunião.


1 Comentários

    • João batista 09:42

      GREVE GERAL

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