Cafezinho com Roger Soares Colunas

Revitalização de verdade com inclusão social (Parte 1)
Por Roger Soares


Esse nosso cafezinho vai ser longo e dividido em algumas partes; ora o prazer gourmet de um grão arábica (coffea arábica) e em outros momentos, o Robusta (coffea canephora).

A acessibilidade e inclusão: as duas palavras que embasam regulamentos e normas, que passaram a vigorar em todos os âmbitos de governo, exceto, claro em Resende, RJ.

É claro que já temos São Paulo/SP e Uberlândia/MG como exemplos, em um País tão carente nessas práticas, mas ainda há muito o que fazer, e não só no âmbito das ações públicas.

É preciso disseminar na sociedade, o entendimento de que iniciativas de acessibilidade e inclusão, não beneficiam, apenas cegos, surdos-mudos, cadeirantes ou pessoas com deficiência intelectual.

Precisamos evidenciar o assunto que diz respeito a todos e é um desafio que toda a sociedade deve enfrentar, para garantir o pleno exercício da cidadania.

E o ponto de partida é a calçada; ela é o ponto de partida para a inclusão porque; deve ser considerada prioridade número um, porque é nela que começa a vida fora de casa. Basta ouvirmos a opinião de qualquer arquiteto, urbanista ou especialista em acessibilidade bem formado.

Nesse sentido, a Avenida Paulista; por onde caminho com frequência; é o sonho de consumo dos deficientes visuais. Mas a qualidade das calçadas encontrada na Paulista vai se deteriorando à medida em que as ruas ficam mais distantes das áreas centrais.

Em nível federal, o Decreto 5296, que trata da acessibilidade, é o instrumento utilizado para organizar o uso do chamado “passeio público”.

Ele define a divisão da calçada em pelo menos duas faixas: uma de serviço, onde são colocados os postes, lixeiras e floreiras; e outra para circulação, que deve ter no mínimo 1,20 metros de largura, sem qualquer obstáculo e na qual deve ser colocada a faixa de piso podotátil.

A calçada tem que ser contínua e qualquer desnível deve ser suavizado, de forma a acompanhar o nível da rua. Fazer isso, sim seria revitalizar uma cidade como Resende, por exemplo.

Mas o fato cotidiano, no entanto, os deficientes visuais resendenses, se deparam com situações que colocam em risco sua segurança.

É comum encontrar restos de madeira, ferro ou vidro saindo das caçambas de entulho, pisos sujos de areia ou mesmo fezes de animais, que podem causar trombadas, tombos e escorregões.

Resende por exemplo está muito distante de ser revitalizada e inclusiva. O prefeito não é cego! Mas finge que não enxerga. Nem essa desculpa ele pode nos dar!

Roger Soares é militar da reserva, ex-bombeiro no Estado de São Paulo, técnico em emergências médicas, apicultor, professor de educação física, e consultor de negócios e investimento

2 Comentários

    • Joel Arruda 08:30

      Perfeita análise. Isso é lei, se é lei precisa ser cumprida. Tenho certeza que o prefeito não é cego, é preciso cobrar e essa obrigação é dos vereadores…

    • Wagner Brito 11:21

      Olha disse tudo , Resende está bem longe mesmo de ser inclusiva . Isso é uma vergonha aos governantes dessa cidade . Quantas pessoas hoje sofrem por não ter essa acessibilidade . Falta de Carinho e amor pelo povo que também o elegeu .

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