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Saúde espiritual
Por Luiz Sérgio Teixeira Loques


Doença (do latim dolentia, padecimento) designa em medicina e outras ciências da saúde um distúrbio das funções de um órgão, da alma ou do organismo como um todo que está associado a sintomas específicos.
Emoção vem do latim emotio que significa – movimento. Emoções são reações físicas a determinados pensamentos que “mexem” com a gente, que nos comovem.

Nossas emoções (sentimentos) nascem dos pensamentos. Não podemos sentir sem antes ter pensado em algo, por exemplo:
Se pensamos em coisas tristes, sentimos tristeza.
Se pensamos em coisas alegres, sentimos alegria, e assim por diante.
Se deixássemos de pensar, as emoções simplesmente desapareceriam.
Descartes é considerado o primeiro filósofo moderno dizia :“Penso ,logo existo”.

Buda dizia que: Somos o que pensamos.

Tudo o que somos surge com nossos pensamentos. Com nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo.

O que emoção tem a ver com saúde?
Em muitas das obras de Francisco Cândido Xavier ele diz que a cólera e o desespero, a crueldade e a intemperança, criam zonas mórbidas de natureza particular no cosmo orgânico, impondo às células a distonia pela qual se anulam quase todos os recursos de defesa, abrindo-se leira fértil à cultura de micróbios patogênicos nos órgãos menos habilitados à resistência.
Nossas emoções doentias mais profundas, quaisquer que sejam, geram estados enfermiços”.
É muito importante combater as moléstias do corpo, mas ninguém conseguirá eliminar efeitos, quando as causas permanecem.
Usa os remédios humanos, todavia inclina-te para Jesus e renova-te, espiritualmente, nas lições de seu amor.
A doença, quando não seja a advertência das células queixosas do tirânico senhor que as domina, é a mensageira amiga, convidando a meditações necessárias.
A vida corpórea é a síntese das irradiações da alma.
Não há órgãos em harmonia sem pensamentos equilibrados, como não há ordem sem inteligência.
Em MATEUS 15,17-20, temos:
Ainda não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce para o ventre, e é lançado fora?
Mas, o que sai da boca, procede do coração, e isso contamina o homem.
Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.
São estas coisas que contaminam o homem; mas comer sem lavar as mãos, isso não contamina o homem.
Toda nossa ação vem precedida de sentimentos, condicionamentos, experiências e pensamentos.
Os questionamentos as dúvidas são elementos fundamentais em qualquer processo de crescimento.
Hammed no livro Renovando Atitudes diz:
Nossos pensamentos determinam nossa vida e, conseqüentemente, são eles que modelam nosso corpo.
Portanto, somos nós, fisicamente, o produto do nosso eu espiritual.
Os chineses, ao estudarem a Medicina, observaram que cada um dos órgãos que eles chamavam de vitais respondia de forma diferente a cada tipo de emoção.
Quando o indivíduo passava por momentos de raiva, era o Fígado que respondia negativamente; quando outro estava com muita preocupação, era o pâncreas que era estimulado; e assim sucessivamente com os outros órgãos: Coração – alegria; Rim – medo; Pulmão – tristeza.
São muito comuns indivíduos que perdem algum ente querido, ou passam momentos de grande tristeza, manifestar em seu físico doenças respiratória como asma, rinite e bronquite.
Também indivíduos que experimentaram grande sensação de medo e insegurança apresentarem sinais de infecções urinárias e até mesmo cólicas renais.

Onde reina a paz consciencial, a saúde física, mental e espiritual torna-se um fator inevitável.

Não há progresso possível sem observação atenta de nós mesmos. É necessário vigiar todos os nossos atos impulsivos para chegarmos, a saber, em que sentido devemos dirigir nossos esforços para nos aperfeiçoarmos. Primeiramente, regular a vida física, reduzir as exigências materiais ao necessário, a fim de garantir a saúde do corpo, instrumento indispensável para o desempenho de nosso papel terrestre; em seguida, disciplinar as impressões, as emoções, exercitando-nos em dominá-las, em utilizá-las como agentes de nosso aperfeiçoamento moral; aprender principalmente a esquecer, a fazer o sacrifício do “eu”, a desprender-nos de todo o sentimento de egoísmo.
A verdadeira felicidade neste mundo está na proporção do esquecimento próprio.

Luiz Sérgio T. Loques é engenheiro e ouvidor geral de Volta Redonda.

 

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