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Traficante da alta sociedade de Resende é preso




A Polícia Civil de Resende pendeu nesta terça-feira (22) um homem de 44 anos que é apontado como traficante da alta sociedade de Resende. A detenção ocorreu no bairro Fazenda da Barra I após investigação dos agentes. Ele agia na cidade com mais cinco comparsas, que já foram identificadas. Porém ainda não foram presos.

O homem também estava procurado pela polícia de Minas Gerais, com mandado de prisão em aberto, por condenação pelo tráfico de drogas. Ele morava no estado e mudou-se para Resende. Em Minas, na cidade de Cruzília, ele tem um sítio onde plantava e preparava a maconha de alta qualidade para ser revendida em Resende.

“A maconha era diferenciada, turbinada com a preparação de produtos químicos mais viciantes, uma qualidade superior. A gente denominou como uma maconha gourmet. Eles trouxeram sementes de outros países como Austrália. Ele produzia a maconha em Minas para vender em Resende”, disse Michel Floroschk, delegado titular de Resende, em entrevista à Rádio Real FM.

A operação foi denominada como “Bora”, nome de um grupo de WhatsApp no qual a quadrilha se comunicava e dividia as funções dentro da organização. Todos eles já foram identificados, mas a justiça criminal ainda não emitiu um mandado de prisão contra eles.

“A prisão só veio robustecer nossa investigação. Agora, ganha mais elementos de convicção. Nossos próximos dias, vamos fazer o relatório final e pedir a prisão dos demais elementos da organização criminosa”, disse o delegado, que contou:

– São pessoas (integrantes da quadrilha) que têm outras atividades na cidade de Resende, mas tem uma atividade espolia. Eles têm uma forte permeabilidade social na cidade de Resende com vários contatos para colocar as drogas no mercado”, falou.

Eles criaram o grupo do WhatsApp, segundo o delegado, para dar uma alavancada na comercialização dos entorpecentes e dividiram as funções de cada um. “As pessoas ainda acreditam que as mensagens do WhatsApp trazem uma certa segurança, sigilo. Ali eles falavam abertamente: preço, para quem venderia, quanto receberia…”

Ainda segundo o delegado, nos próximos meses, os policiais vão chamar os consumidores para ser ouvidos: “Existem pessoas que compraram um índice elevado de drogas, inclusive comerciantes da cidade. Queremos saber se essa droga era para consumo próprio ou para revenda”, finalizou o delegado.

 


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