Por Tribuna
Um relatório, fornecido pelo Disque-Denúncia ao jornal carioca Extra, mostra que cinco cidades do Sul Fluminense têm condomínio da “Minha Casa, Minha Vida” dominados pelo tráfico de drogas ou por milícias. As cidades apontadas são: Volta Redonda, Barra Mansa, Angra dos Reis, Resende e Barra do Piraí.
Em Barra Mansa, os traficantes expulsaram moradores do condomínio Paraíso de Cima apenas um mês depois de sua inauguração. Em 14 de dezembro do ano passado, numa cerimônia as chaves dos apartamentos começaram a ser entregues.
Duas semanas depois, moradores começaram a procurar a delegacia do município para denunciar que estavam proibidos de entrar em suas casas por ordem do tráfico. No dia 8 de fevereiro, a Polícia Civil fez uma operação no local: três pessoas foram presas em flagrante por tráfico e outras 60 foram conduzidas para a delegacia, já que ocupavam os imóveis ilegalmente.
Em Volta Redonda, as áreas mais perigosas são nos bairros Vila Rica-Três Pocos, Santa Cruz e Roma. A PM fez dezenas de operações para coibir a ação dos marginais: “Cada conjunto tem uma facção determinada. Moradores relatam que os visitantes têm que entrar com faróis apagados e luz de dentro do veículo acessa”, contou uma fonte policial.
Já em Resende a região do Acesso Oeste, Cidade Alegria e Fazenda da Barra são mais críticas. Na semana passada, um jovem de 20 anos – que era homossexual – morreu espancado. A polícia investiga se o crime bárbaro foi cometido por traficante da área da Morada da Barra.
Já em Angra dos Reis os “predinhos” da Banquete, como é conhecido pelos moradores, tem o maior número de ocorrência, assim como o Parque Mambucaba.
O jornal Extra questionou os ministérios da Justiça, do Desenvolvimento Regional e a Caixa Econômica sobre iniciativas para combater o avanço do crime sobre os condomínios, mas não recebeu resposta.
Já a PM alegou que “não há planos ou projetos para criação de bases fixas dentro de unidades do ‘Minha casa, minha vida’ ou qualquer outro conglomerado habitacional”.
No entanto, segundo a corporação, “as unidades operacionais estão orientadas em empregar os esforços de seu efetivo em um policiamento ostensivo e preventivo com o objetivo de coibir práticas delituosas”.
