A vereadora de Angra dos Reis Gabriella Carneira, conhecida como Gabi Greg (PP), foi alvo da operação da Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (25). Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em diversos endereços – entre os locais, está a Câmara de Vereadores.
De acordo com informações da Polícia Civil, a ação busca aparelhos telefônicos com o objetivo de apurar a prática dos crimes de peculato e porte ilegal de arma de fogo praticados pela vereadora
A parlamentar e seu marido estariam exigindo um repasse de parte das remunerações dos funcionários lotados no gabinete dela, como condição para permanecerem nos cargos que ocupavam. A prática, popularmente conhecida como “rachadinha”, acontecia desde o início do mandato da vereadora, em janeiro de 2021.
De acordo com o delegado de Angra dos Reis, Vilson de Almeida, foram apreendidos “vários aparelhos telefônicos”, que serão encaminhados para perícia. Ainda segundo ele, haverá o “consequente afastamento do sigilo de dados do que for apreendido”.
A vereadora ainda não se manifestou, mas a Câmara Municipal emitiu uma nota oficial.
Nota da câmara
A Câmara Municipal de Angra dos Reis vem a público esclarecer o fato ocorrido nesta manhã, 25 de maio, mais precisamente às 6h, nesta Casa Legislativa.
Na data de hoje, a polícia especializada realizou busca e apreensão no gabinete da vereadora Gabriella Carneiro, objetivando a retirada de provas para embasar investigação sigilosa. O mandado fora expedido pela Vara Criminal desta Comarca, nos autos do processo de número 0003483-58.2022.8.19.0003 (quebra de sigilo requerido pela autoridade policial da 166ª DP), cujo processo foi direcionado, EXCLUSIVAMENTE, à vereadora e a seu chefe de gabinete. Cumpre-nos esclarecer que a referida diligência teve como objetivo somente o GABINETE da vereadora supracitada, não envolvendo a Casa Legislativa.
Na oportunidade, a polícia realizou buscas orquestradas nas residências dos envolvidos no inquérito. Diante das notas publicadas, levianamente, nas redes sociais, faz-se necessária a divulgação da realidade dos fatos.
Entretanto, informamos, desde já, que ainda não sabemos o teor do processo investigativo que levou a polícia a romper as portas do GABINETE da edil.
Sempre primando pela busca da verdade aos munícipes, nos colocamos à disposição de todos, inclusive imprensa, para quaisquer esclarecimentos.
É o que nos cumpre esclarecer!
