Motoristas e pedestres são unânimes em dizer que estão impressionados com a quantidade de buracos nas vias de Volta Redonda. Grandes ou pequenos, rasos ou profundos, eles estão em todas as regiões e transformam qualquer caminho em uma prova de obstáculos.
Para condutores e motociclistas, representam prejuízos e riscos de acidentes. Para os pedestres, mais do que um banho de lama, o perigo de uma queda e algumas lesões e até fraturas pelo corpo.
Neste ano, o aplicativo de GPS Waze recebeu 359 alertas de buracos nas vias da cidade. O montante não significa a existência dos buracos nas ruas, mas sim a quantidade de alertas feitos pelos usuários. Eles podem reportar um obstáculo no aplicativo toda vez que se depararem com um.

As informações são compartilhadas com os demais usuários, que podem confirmar ou não a existência do mesmo. Se confirmado, ele permanece no mapa. Caso outros motoristas afirmem que ele não está mais lá, o alerta é removido do sistema.
Diante da ineficiência das operações tapa-buracos e da situação orçamentária da prefeitura de Volta Redonda, a população reclama da precariedade em várias regiões.
“É um festival de buracos nas ruas de Volta Redonda. A situação piorou com o período de chuvas nos últimos dias”, reclama Gabriel Soares, 34 anos, motorista do Uber.
Os buracos estão em todas regiões da cidade: Vila Santa Cecília, Aterrado, Retiro, Jardim Amália, Vila Brasília, Sessenta.
“Dá para fazer uma coleção de buracos”, brinca Antonieta Fernandes, 61 anos, moradora do bairro Sessenta. “No dia chuvoso, cheguei a cair numa cratera”.
A SMI (Secretaria Municipal de Infraestrutura) permanece na operação “Taba-Buraco”. Porém, na maior parte, o asfalto utilizado é frio, com menor resistência. O quente ainda precisa ser adquirido através de licitação.



