O problema é antigo, mas tinha amenizado. Elas, no entanto, voltaram: as festas na Praça Pandiá Calógeras, em Volta Redonda. Os encontros podem ser momentos de descontração aos jovens, mas também podem se tornar verdadeiras dores de cabeça aos vizinhos.
Moradores do Sessenta e Vila Santa Cecília, passaram por momentos de terror durante a noite deste sábado (8).
A praça virou um pista de dança, num evento intitulado pelos frequentadores como “bloquinho”. Os sons vinham dos carros e as bebidas eram trazidas de casa.
Segundo os moradores, as festas são regadas de bebidas e, até mesmo, drogas.
“Eram muitos adolescentes fazendo consumo de bebidas alcoólicas e, até mesmo, de drogas”, contou uma moradora de um prédio próximo à festa. Ela preferiu o anonimato.
Os jovens, que marcaram o encontro pelas redes sociais, ficaram na pista de skatista da praça. Ao lado, havia uma festival de food truck – legalizado e autorizado pela prefeitura.
“Não é preconceito, mas eles atrapalham o evento tão bacana como o do food truck. Muita bebida, som alto e sujeiras”, contou Bernardo Kancle, de 35, que estava no festival gastronômico.
O encontro dos jovens não foi autorizado pela prefeitura.
“Eles utilizam a praça como se fosse só deles. Além do mau gosto musical, eles não respeitavam ninguém”, desabafou Carlos Henrique de Oliveira, 59 anos, morador da Sessenta.

Recentemente, a prefeitura de Volta Redonda publicou um decreto que determinava que um evento deveria ser avisado aos órgãos competentes com pelo menos 60 dias de antecedência.
Como a festa era irregular, a Guarda Municipal não estava presente. O órgão atua em todas as regiões da cidade para garantir o ordenamento do trânsito e coibir infrações. As ações acontecem durante o patrulhamento de rotina e a partir da denúncia de cidadãos.
A PM também informou que faz rondas 24 horas em todo município.
