Barra Mansa Carnaval

Carnaval 2019: Eddy Max, 40 anos de amor à Beija-Flor


O coração bate como tamborim. A harmônia dos pés de samba aguardam o início do Carnaval. Fevereiro chegou, mas os quatro dias de folia em 2019 serão em março. Até lá, o TRIBUNA estará na concentração e contará histórias de pessoas da região que amam a festa mais desejada dos brasileiros, numa série de reportagens que começa neste domingo (10).

O primeiro personagem vem de Barra Mansa. O nome de batismo é Ednaldo Estevão, de 48 anos. Mas ele é o Eddy Max. Sua paixão pelo samba vem lá da sua infância, com apenas seis anos de idade.

Como tudo começou:

Eddy contou que sua paixão pelo carnaval surgiu quando ainda criança, devido ao amor da sua mãe pela festividade. Mas foi aos seis anos quando assistiu pela primeira vez um desfile de escola de samba pela televisão que seu amor pelo carnaval aflorou.

“Isso foi em 1976, eu era muito criança, mas aquele momento me marcou tanto que eu jamais me esqueci”, contou.

O sambista ainda relembrou que foi exatamente nesse dia que ele se tornou torcedor da Beija-Flor de Nilópolis. “Sou um torcedor assíduo desde então. Me lembro que eu assisti toda a passagem da escola e naquele momento senti que precisava está envolvido naquele meio”, relembrou.

Seu inicio no carnaval de rua, não foi na escola do sonho de Eddy, mas foi sua inspiração para um começo. “Foi um desfile da escola Beija-Flor de Nilópolis que me fez entrar no mundo carnavalesco”, afirmou o sambista.

Beija-Flor de Nilópolis:

Há 70 anos, a escola de samba, fundada no município de Nilópolis, Baixada Fluminense, vem conquistando cada vez mais o público é títulos. Hoje a escola está na terceira posição de maior campeã do carnaval do Rio de Janeiro. Ao todo foram 14 conquista ao longo do ano. E, é claro, que o nosso personagem pode presenciar alguns desses momentos. No primeiro ano de desfile na escola, em 1989, a escola foi vice-campeã. Mas no ano de 1998, 2003, 2004, 2005, 2007, 2008, 2011, 2015 e 2018 o título de melhor escola foi para o grupo.

Com mais de três décadas desfilando pela Beija-Flor, Eddy disse que as lembranças de como ele foi parar na escola sempre foi motivo de boas risadas e saudade. “Até o ano de 1988 eu assistia o desfile pela televisão, nunca perdi um dia sequer. Até que nesse último ano eu disse que ia para Nilópolis para ver de perto toda aquela produção e me enfiar naquele meio”, revelou.

Quando o sambista chegou à cidade e viu os preparativos, não se conteve. “Eu não tinha uma fantasia, mas quando eu vi que tinha uma ala de mendigos pensei: é essa a minha oportunidade”, disse.

Apesar de estar inserido desde então na escola, o sambista passou a ser um membro oficial da Beija-Flor em 1990. “Nesse ano eu comprei o disco com os enredos, que na época era de vinil, fui para Nilópolis e conheci a presidente da ala na qual estou desfilando até hoje”, contou Eddy.

Momentos marcantes:

“A sensação de estar na avenida quando a escola cruza a presidente Vargas com a Sapucaí é uma sensação única inexplicável. O misto do sentimento de emoção, felicidade e de dever cumprido são apenas alguns deles”, expressou.

Para ele, foram vários os momentos marcantes, mas nada se compara ao seu primeiro desfile. “Minha maior lembrança do carnaval, foi em fevereiro de 1989, há exatos 30 anos. Foi nesse carnaval que eu desfilei pela primeira na Sapucaí pela Beija-flor de Nilópolis”, contou Eddy. Ele ainda acrescentou que esse dia foi tão especial que não esquece os pequenos detalhes, inclusive o enredo da escola e sua fantasia. “Tenho muito orgulho em dizer a minha primeira passagem pela Sapucaí eu vim vestido de mendigo, sob o enredo ‘Ratos e Urubus larguem minha fantasia’”, completou.

Disciplina, alegria e disposição são os componentes que ajudam fisicamente durante o percurso, porém, para o sambista, a energia do público e o envolvimento da escola são fundamentais para que no fim o resultado seja sempre positivo e envolvente. “Minha posição durante o desfile é de um componente que quer levantar a arquibancada e chamar a galera para o samba. A energia contagia, foi assim comigo quando eu era apenas um menino, espero contagiar outras pessoas que, assim como eu, sonham em viver esse momento que só quem está ali sabe como é”, finalizou Eddy

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