Jair Bolsonaro ainda é presidente da República. Ele tem a caneta. Manda na força de segurança federal, inclusive na PRF (Polícia Rodoviária Federal). Desde o início da manifestação na Via Dutra, em Barra Mansa, a sensação era que os agentes federais faziam “vista grossa” por uma manifestação que poderia ser contida logo no início. Não foi feito.
Foi preciso à intervenção do judiciário para determinar desobstrução da Via Dutra, em Barra Mansa, principal rodovia do país. A PRF do Sul Fluminense não se manifestou até a publicação deste editorial.
Enquanto isso, o escoamento da produção da riqueza do país continua parado no trecho de Barra Mansa. Alimentos perecíveis, materiais essenciais, trabalhadores impedidos em exercer suas funções. Tudo parado. É uma versão nova de uma velha história
Mas com um agravante. Motivo da paralisação não é uma reivindicação da categoria. É torpe: simplesmente não aceitar a derrota de Bolsonaro num processo democrático e reconhecido por todas as instituições democráticas do Brasil e por países de todo mundo.
Lula é presidente eleito. Isso não é difícil entender. Como diz o código penal, ser complacente ao crime também é crime.
E que amanhã as rodovias amanheçam livres, assim com os eleitores foram livres para votar no domingo. O silêncio de Bolsonaro é ensurdecedor assim com inoperância da Polícia Rodoviária Federal do Sul Fluminense.
