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Pedreiro de Volta Redonda preso por engano é solto




Com um sorriso estampado no rosto e o filho dormindo em seu colo, a agonia de Alison da Silva Corrêa, de 23 anos, terminou. Ele deixou a prisão no final da tarde desta quarta-feira (1º). Segundo a família, ele estava preso injustamente – confundido pelo próprio irmão.

Ele estava em um presídio de Japeri, na Baixada Fluminense a soltura dele foi através de um habeas corpus. Neste momento, ele está a caminho de Volta Redonda.

Evangélico, morador do bairro Açude, ele deixou a prisão com o abraço e beijo da esposa e do filho. “Ganhei um presente (de Natal) antecipado”, disse ele, em áudio enviado ao TRIBUNA.

“A libertação dele foi um presente de Natal antecipado para todos. Tudo que eu mais sonho é ver o Alison em casa, comigo e com o Pedrinho, sem ele meu Natal e meu ano novo não vai ter sentido nenhum, não aguento mais isso”, disse ela, que faz aniversário dia 17 de dezembro.

O juiz substituto da 2ª Vara Criminal de Volta Redonda, Roberto Henrique dos Reis, relaxou a prisão do pedreiro. Ele foi um dos presos da Operação Alcateia, realizada no final de outubro contra suspeitos de tráfico de drogas, provocando a reação de sua família e de amigos.

A prisão do rapaz levou a família a realizar, na semana passada, uma manifestação em frente ao Fórum de Volta Redonda, pedindo justiça. Sem passagens pela polícia, Alison foi preso com base numa conversa de WhatsApp entre um traficante e uma pessoa identificada como Zeca, apelido que a polícia atribui a Alison. No entanto, a família diz que o apelido é de Jarlan da Silva Corrêa, de 20 anos, irmão de Alison.

O próprio Jarlan firmou duas declarações em cartório confirmando ser Zeca seu apelido. Na segunda, inclusive, disse ser ele quem trocou as mensagens encontradas no telefone, que a polícia apreendeu em julho deste ano.

“Reiterando minha declaração anterior, reafirmo que atendo pela Alcunha de ZECA e que as mensagens oriundas do terminal (número do telefone) são de minha autoria, pelo que assumo a responsabilidade pelos meus atos e registro que a associação de meu apelido (ZECA) a Alisson (meu irmão) é um engano que, lamentavelmente, levou um inocente à prisão”, diz um trecho da nova declaração.


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