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PM preso por matar namorada tem histórico de denúncias de agressão




O cabo da Polícia Militar Janitom Celso Rosa Amorim, de 39 anos, preso nessa sexta-feira após ter matado a namorasda tem um histórico de agressões denunciadas à polícia. O PM, que está na corporação desde 2006, era lotado no batalhão de Resende, no Sul Fluminense. Ele manteve a namorada, Mayara Pereira, refém durante cerca de duas horas e meia no campus do Centro Universitário de Valença e acabou atirando em sua boca. Levada ao hospital, a vítima não resistiu.

Há dez anos, o irmão de uma namorada do policial foi até a 90ª DP (Barra Mansa) para denunciar que a mulher havia sido agredida fisicamente pelo militar. O homem disse que a irmã não tinha ido até a delegacia porque estava muito nervosa. A polícia instaurou uma Verifação Preliminar de Informação (VPI), que acabou suspensa.

Em 2013, Janitom voltou a ser denunciado, dessa vez por lesão corporal e ameaça. A vítima também esteve na 90ª DP para relatar que foi abordado pelo policial, que era lotado no 28º BPM (Volta Redonda), mas estava sem farda. O homem afirma que foi revistado e, em seguida, agredido pelo PM com socos. O policial ainda teria colocado o revólver na barriga da vítima.

O homem afirmou ainda que no dia seguinte foi novamente abordado pelo policial, cque colocou uma pistola em sua cabeça e o arrastou até uma caminhonete. A vítima narra que o PM abriu as portas do carro para que ninguém os visse. Já com as portas abertas, o policial determinou que a vítima arriasse a bermuda e a cueca para revistá-lo. Em seguida, disse que sempre que visse o homem “iria esculachá-lo”. O caso segue em andamento na delegacia.

No mesmo ano, outra vítima procurou a 90ª DP para fazer um registro de ocorrência contra o PM. O jovem relatou que foi agredido por um segurança de um posto de gasolina no bairro Santa Cecília, em Volta Redonda, com socos e pontapés no rosto e na nuca. O rapaz disse que possui uma desavença com o cabo Janitom, que teria sido quem pediu para o segurança lhe agredir. A vítima ainda relatou que Janitom estava no posto em uma viatura da Polícia Militar.

– Ele sempre trabalhou na rua, no serviço ostensivo. São coisas que acontecem pelo próprio ofício, é inerente à própria profissão. Ele não responde a nenhum procedimento envolvendo corrupção, sempre foi um policial honesto – afirma Daniela

Sequestro e morte

A cirurgiã-dentista Mayara Pereira de Oliveira, de 31 anos, foi mantida refém e depois baleada pelo namorado, Janitom Celso Rosa Amorim, de 39 anos, no estacionamento de uma universidade em Valença, no Sul Fluminense.

O sequestro ocorreu durante a manhã, e a Mayara ficou 2h30 em poder do namorado, dentro do próprio carro, na área de estacionamento da Fundação Educacional Dom André Arcoverde (FAA), no bairro Fátima. Segundo informações da Polícia Militar, a Unidade de Intervenção Tática (UIT) do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) foi acionada e imediatamente deslocada de helicóptero para Valença.

Ainda durante a negociação preliminar, Janitom atirou contra a vítima. Depois, foi imobilizado por policiais e levado para a delegacia local. A dentista foi atingida na boca e levada para o Hospital Escola da própria universidade, mas teve quatro paradas cardíadas e não resistiu.

Mayara era aluna de um curso de pós-graduação na área de odontologia da Fundação Educacional Dom André Arcoverde. Ela deixa um filho de cinco anos, fruto de um relacionamento anterior.

A universidade informou em nota que nesta manhã o casal estava discutindo dentro de um veículo no estacionamento quando uma equipe de segurança da instituição percebeu a briga e tentou aproximação. Os funcionários, porém, perceberam que o homem estava armado e chamaram a polícia.

Janitom foi autuado pelo crime de homicídio duplamente qualificado, além de sequestro e cárcere privado. Ele foi levado para a unidade prisional da PM em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. (fonte: Extra)


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